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G20 vê 'pequeno avanço' em rascunho de texto final | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O G20, grupo coordenado pelo Brasil e pela Índia, considerou que houve um “pequeno progresso” no rascunho da declaração que encerrará a Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), neste domingo, em Hong Kong, apesar de as negociações em torno de pontos polêmicos - como os subsídios à agricultura - não darem sinais de avanço. “A expectativa já era baixa para a reunião em Hong Kong, mas tenho que registrar que houve pequenos progressos. Foi algo modesto, mas pelo menos é um movimento”, comentou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em uma coletiva de imprensa com os membros do G20. O ministro da Índia, Kamal Nath, disse que houve “um passo à frente” embora ainda existam alguns pontos entre parênteses. Aí entra uma questão técnica nos textos da OMC: tudo o que está entre parênteses ou onde em vez de números há um "X" ainda não foi 100% concordado pelos países-membros. É o que acontece no caso da fixação de uma data para eliminação dos subsídios à exportação. Existem duas opções no texto: eliminar os subsídios em 2010 ou X anos após a implementação do acordo da Rodada Doha. O G20 defende a data como 2010 e pedia para que houvesse uma decisão sobre o “X”. Neste sábado, o X virou 5 anos, ou seja, se a Rodada Doha for concluída e implementada em 2006, os subsídios à exportação terão que desaparecer em cinco anos. Frustrado Mas o avanço “modesto” na agricultura não foi suficiente para deixar os ministros do G20 otimistas. “Estamos preocupados com a parte de acesso a mercado (tarifas) em que ainda não há progressos”, disse o ministro do Zimbábue, Samson Mutanhaurwa. O texto, redigido pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, compila os resultados das negociações durante a reunião de cúpula da instituição, que começou na terça-feira. Em uma análise preliminar, Amorim considerou que a declaração “está mais equilibrada do que parecia que ia ser”. Na avaliação do chanceler brasileiro, nas questões defensivas ao país – Nama (bens industriais) e serviços – “houve muita cautela”. Os ministros vão analisar o texto em reuniões bilateriais ou multilaterais durante o dia e, à noite, se encontrarão mais uma vez para discutir a versão final do texto. Divergências O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse que chegou o momento “em que muitos se preocupam em salvar a reunião” e pediu que os ministros façam “tudo que eles podem” para salvá-la. “Na minha avaliação, nós ainda enfrentamos problemas significativos com a baixa ambição, a falta de equilíbrio e o conteúdo do rascunho da declaração”, disse em um comunicado. “Em agricultura, serviços e Nama, o rascunho cria problemas para a Comunidade Européia e teremos que fazer mudanças para ter um texto.” Mesmo com o fracasso das negociações, foram aprovadas algumas concessões aos produtores de algodão do oeste da África. Os países ricos comprometeram-se a acabar com subsídios à exportação para o algodão até 2006. Mas na questão do subsídio doméstico não há sinais de acordo. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Rascunho de declaração está 'equilibrado', diz Amorim17 de dezembro, 2005 | Notícias Exigência do Brasil na OMC é simbólica, diz comissário europeu16 dezembro, 2005 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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