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EUA não vão fugir do Iraque, afirma Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que os políticos de Washington não vão definir um "cronograma artificial" para a retirada das tropas americanas do Iraque. "Isso passaria a mensagem de que os Estados Unidos são fracos e um parceiro no qual não se pode confiar", afirmou Bush num discurso na Academia Naval Americana, diante de uma platéia de militares. "Os Estados Unidos não vão fugir diante de carros bombas, enquanto eu for o seu comandante-em-chefe", disse. Segundo Bush, "muitos estão pedindo um cronograma de saída das tropas", mas ele acha que esta é uma estratégia errada. Nas últimas semanas, aumentou a pressão de políticos da oposição nos Estados Unidos para que o governo defina uma estratégia para a saída das tropas do Iraque. Pelo menos 160 mil militares americanos estão no Iraque, e 2.108 americanos já morreram na guerra. Muitos argumentam que a simples presença americana em território iraquiano é o que alimenta a insurgência. Versão O apoio popular à guerra vem caindo desde o início do ano, mas o ponto de inflexão no debate sobre a retirada das tropas aconteceu há duas semanas, com uma declaração do deputado democrata John Murtha, herói da guerra do Vietnã e com grande influência no meio militar, pedindo a retirada em seis meses. As pesquisas mostram que cerca de 60% dos americanos desaprovam a maneira como Bush está conduzindo a guerra. O líder democrata no Senado, Harry Reid, disse numa nota que o presidente americano havia “reciclado a velha retórica de se manter no mesmo caminho e mais uma vez perdeu a oportunidade de apresentar uma estratégia real para o sucesso no Iraque que vai permitir que as tropas voltem para casa com segurança”. O discurso do presidente aconteceu num palco ilustrado com painéis com a inscrição "Plano para a Vitória". A Casa Branca divulgou uma versão atualizada do documento "Estratégia Nacional para a Vitória no Iraque", lançado pela primeira vez no início da guerra, em 2003. É um relatório de 35 páginas que fala sobre os benefícios da vitória, as consequências de um fracasso e quem são os inimigos e quais são seus objetivos, mas não cita datas. Futuro aliado Bush disse que soldados vão ficar no Iraque o tempo que for necessário e que "não aceita nada a não ser a vitória completa". Segundo o presidente dos Estados Unidos, os americanos vão continuar com a estratégia atual de treinar os iraquianos para que eles assumam a própria segurança. "Eventualmente eles serão capaz de cuidar da própria segurança sem ajuda externa", afirmou. Mas ele disse que isso pode demorar e que não acontecerá sem problemas. Bush também disse que o número de tropas americanas vai ser determinado pelos comandantes em campo. "Se eles decidirem que precisam de mais tropas, vamos mandar mais tropas", afirmou, respondendo aos que tentam ver nos discursos mais recentes a mensagem de que as tropas serão reduzidas. Bush disse que com o tempo o Iraque vai se tornar uma nação livre e um forte aliado no Oriente Médio e que isso vai aumentar a segurança dos Estados Unidos. |
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