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Atualizado às: 16 de novembro, 2005 - 13h57 GMT (11h57 Brasília)
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Para Telefónica, crise com Palocci não preocupa

Antonio Palocci
Antonio Palocci será interrogado pelo Senado / Foto: Marcello Casal Jr/ABr
O presidente da Telefónica, César Alierta, disse nesta terça-feira à BBC Brasil que uma possível saída do ministro Antonio Palocci do governo não preocupa a empresa, a terceira maior operadora do mundo.

Alierta afirmou que "está tranqüilo, e os brasileiros também deveriam estar, porque o país está funcionando".

Na sua avaliação, a imagem do país não será prejudicada pelas recentes acusações de corrupção, e "o Brasil é um dos países mais sérios" que ele conhece.

César Alierta, que participou do 7º Fórum de Economia Latibex, na Bolsa de Valores de Madri, afirmou ainda que "o Brasil é um país fenomenal para qualquer investidor". Para ele, a recente crise política nacional "não preocupa nada, absolutamente".

Do lado brasileiro, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielle, insistiu que deve haver tranqüilidade, tanto para investidores estrangeiros como para eleitores no Brasil.

"Depoimentos de ministros no Senado acontecem em qualquer lugar, na
Espanha, nos Estados Unidos. Isso é normal, faz parte da democracia. Se o Palocci pode cair hoje? Eu acho que ele não cai."

Perspectivas para a região

Os presidentes das maiores empresas espanholas com investimento na América Latina: Telefónica, Iberdrola, Banco Santander e BBVA, disseram na abertura do Fórum Latibex que a região passa por um grande momento de recuperação econômica, com índices de crescimento de 5%.

Para o presidente da Telefónica, "o ciclo de crescimento (latino-americano) é o melhor dos últimos 25 anos, o que representa uma garantia para o futuro".

Francisco González, do BBVA, destacou o que chamou de deveres de casa feitos em controle do deficit público e da inflação, afirmando que "América Latina é uma das regiões com mais futuro no mundo, com potencial de crescimento muito parecido com o dos Estados Unidos".

O presidente do Banco Santander, Emilio Botín, comentou que o
Brasil "é um exemplo, com um crescimento magnífico; conseguiu esse ano mais de US$ 18 bilhões em investimentos".

Para Iñigo de Oriol, da Iberdrola, além dos elogios é preciso preocupar-se também com a desigualde social.

"Esse forte desequilíbrio ainda não foi superado, não podemos esquecer que esse é o caminho para um crescimento sólido e contínuo."

Defesa

Além do presidente da Petrobrás, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Guido Mantega, defendeu em Madri o Ministro da Fazenda, alegando que não há provas das acusações de corrupção.

E disse que o próprio BNDES serve como exemplo dessa inocência. Um dos escândalos envolve o Banco Nacional de Desenvolvimento e Mantega afirmou que ele mesmo pode provar que o caso é falso.

"Montaram uma história de que empresários brasileiros ligados ao Palocci teriam ido fazer investimentos em Angola com financiamento do BNDES. Isso me chama atenção porque o BNDES nunca liberou um tostão para financiamento algum em Angola. Essa eu posso responder, porque mandei levantar e não existe nada. Nem houver sequer um pedido de financiamento para Angola", afirmou.

Mantega também defendeu o ministro, lembrando que os problemas de Palocci com a justiça surgiram por meio de uma pessoa que não pode provar qualquer acusação.

"Pessoalmente o que eu acho que vai acontecer com o Palocci é nada. As acusações feitas contra ele têm pouca base de sustentação. O grande pivô da crise dele é um defunto, então se joga tudo nas costas do falecido, que não tem como se defender, nem falar de provas."

Segundo Mantega, que está em Madri para participar do Fórum Latibex, da Bolsa de Valores de Madri, o Brasil está no melhor ciclo econômico dos "últimos 50 anos" e por isso os investidores não estão assustados com a crise brasileira.

"Se os investidores estivessem incomodados, já teriam reagido. A conduta do governo em relação à economia trouxe confiança, porque todos sabem que essa crise política brasileira é passageira, de muita fumaça e pouco fogo", disse.

66Financial Times
Boatos sobre saída de Palocci abalam mercados.
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