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Atualizado às: 16 de novembro, 2005 - 10h27 GMT (08h27 Brasília)
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Para investidores, "Lula sem Palocci" é menos atraente em 2006

O ministro Antonio Palocci em fotografia de arquivo
Mercado estaria subestimando impacto da saída de Palocci
Uma possível saída do cargo do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deve causar uma certa turbulência entre os investidores internacionais, mas o efeito deve ir além e afetar o apoio a um segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Um segundo mandato sem o ministro Palocci é bem menos atraente do que um segundo mandato com Palocci, onde se sabia qual seria a política macroeconômica", afirmou o economista Paulo Vieira da Cunha, economista-chefe para América Latina do banco HSBC.

Ele diz que existe um entendimento, entre os investidores estrangeiros, de que a política macroeconômica é determinada pelo presidente e portanto a austeridade fiscal deve se manter mesmo sem Palocci. "A idéia de que era muito importante manter o ministro está mudando", avalia.

Ainda assim, ele diz que a possibilidade de saída de Palocci, que cresceu nas últimas semanas, criou um novo cenário para o próximo ano. "A percepção é que, embora Lula não tenha feito nada em outras áreas, pelo menos a economia estava indo bem. Sem o Palocci, isso pode mudar", afirmou Vieira da Cunha.

Investidores estrangeiros que investem em papéis do governo, de 30 anos, estão preocupados com apenas alguns aspectos da economia, lembra ele, "como a capacidade do governo de pagar juros, que por sua vez está ligada à capacidade de crescimento da economia".

'Habilidade política'

O economista Nuno Camara, responsável pela área da América Latina do banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein (DRKW), em Nova York, diz que até agora os boatos sobre a possível saída de Palocci têm tido pouca repercussão entre os investidores, mas ele acha que o mercado está subestimando o impacto da mudança.

"Vai ser difícil encontrar uma pessoa que esteja comprometida com as políticas macroeconômicas sensatas e ao mesmo tempo tenha a habilidade política do ministro Palocci", diz. Ele não acha, no entanto, que a mudança no Ministério signifique necessariamente uma mudança de rumo na economia.

A antecipação para esta quarta-feira do depoimento do ministro da Fazenda na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi bem recebida no mercado.

"É uma ótima notícia, porque acaba com a incerteza dos dois lados e é melhor para a economia também. Mais uma vez o ministro deu um passo à frente, e muito positivo", disse Camara.

O estrategista de moedas estrangeiras do banco ABN-Amro em Chicago, Greg Anderson, diz que existe "uma certa preocupação" no mercado de que o presidente Lula pode mudar a política econômica se houver uma mudança na Fazenda. Ele disse que o mercado estava tranqüilo nesta terça-feira e que só espera uma reação se a mudança se concretizar.

Apesar do elevado superávit primário, em torno de 5% nos últimos 12 meses, Anderson diz que não vê um colchão para acomodar um eventual relaxamento da política fiscal. "O que importa é que, embora tenha diminuído, a dívida continua elevada e o trabalho tem que continuar", afirma.

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