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Derrota no Parlamento pode ser 'começo do fim' de Blair, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A derrota histórica do primeiro-ministro britânico Tony Blair, na quarta-feira no Parlamento, a primeira desde que chegou ao poder em 1997, é avaliada como "o momento em que Blair perdeu sua autoridade", segundo o jornal The Independent. Em sua capa, o periódico publicou uma foto do Parlamento na hora em foi definida a derrota: às 4h36 da tarde. O The Independent afirma que a "humilhante derrota" cria a possibilidade do primeiro-ministro perder o apoio de seu próprio partido, o Trabalhista, que temj a maioria no Parlamento. Afirma ainda que, enquanto os parlamentares trabalhistas discutiam as possibilidades de mais rebeliões depois da votação da quarta-feira, o clima nos corredores do Parlamento era de "Ele (Blair) ainda não viu nada". The Times e Daily Mail fazem a mesma pergunta em suas capas: "O começo do fim?". O analista político do The Times, Peter Riddell, afirma em um artigo que a derrota significa a "queda do Tony Teflon", afirmando que Blair poderá sobreviver como primeiro-ministro apenas com o consentimento do Parlamento e o resultado de quarta-feira foi um duro golpe não apenas para o primeiro-ministro mas também para a credibilidade do Partido Trabalhista como um partido governante. O The Daily Telegraph afirma que foi o "dia mais negro de Blair". Já o The Guardian afirma que "Depois de oito anos no poder Tony Blair ouve uma nova palavra: derrota". O jornal espanhol El País, segue a mesma linha do Guardian, relatando a primeira derrota de Blair desde 1997. O El País, no entanto, afirma que ainda é cedo para saber qual o resultado desta derrota e acrescenta que está claro que Blair perdeu não apenas "uma votação no Parlamento, mas algo muito importante para políticos: a autoridade". O jornal americano Washington Post lembrou que Blair foi o principal aliado dos Estados Unidos na Guerra do Iraque, enviando 8,5 mil soldados para o país, mas a guerra se provou muito impopular na Grã-Bretanha, diminuindo seus índices de aprovação. E acrescenta que a derrota da quarta-feira é mais um peso para o primeiro-ministro que já está sendo questionado quanto à sua habilidade de governar. O The New York Times afirma que há alguns meses Blair afirmou que renunciaria ao cargo de líder dos trabalhistas antes das próximas eleições. E afirma que, apesar da derrota de quarta-feira provavelmente não levar a nada tão drástico como uma medida efetiva para retirá-lo do poder, poderá apressar sua saída. E, para o jornal americano, a derrota não apenas abala a autoridade de Blair no que diz respeito ao combate ao terrorismo, mas também na aprovação de outras políticas na área de previdência, educação, entre outros. Soja e Amazônia O jornal britânico The Guardian traz em sua edição, em página dupla, uma série de reportagens a respeito do cultivo da soja na Amazônia. Segundo a reportagem a China se transformou no segundo maior importador de mercadorias brasileiras, principalmente por causa da soja. Com um repórter em Santarém, o Guardian também investiga o quanto o cultivo da soja está devastando a Floresta Amazônica. O repórter viaja de Pequim, um dos principais destinos da soja brasileira, para uma fazenda no meio da floresta. A reportagem conta a aventura de vários brasileiros do sul do país que largam tudo para iniciar o cultivo da soja na Amazônia e conta que, desde 1995, importações do produto do Brasil para a China aumentaram mais de 10.000%. Mas, segundo a reportagem, a grande demanda por soja na Europa e uma lavoura menos abundante nos Estados Unidos contribuíram, no ano passado, para o registro da segunda maior taxa de devastação na história da Floresta Amazônica: fazendeiros já destruíram 600 mil hectares e dezenas de milhares são devastados a cada mês. Dúvidas sobre Hong Kong O jornal britânico The Independent afirma que ministros do comércio de países ricos e em desenvolvimento admitem que terão que diminuir suas expectativas quanto aos resultados da reunião da Organização Mundial do Comércio em Hong Kong, em Dezembro. Mandelson, segundo o Independent, admitiu que não conseguiu convencer seus colegas a manter as ambições iniciais para as negociações em Hong Kong, e o ministro do Exterior, Celso Amorim, acrescentou que a situação é difícil e "todos querem uma rodada de negociações bem sucedida, mas que também tenha significado". Já o Financial Times afirma que Brasil e União Européia culpam um ao outro pela falta de progresso nas negociações, mas ressalta que os ministros continuam comprometidos a concluir o acordo da rodada de Doha até o fim de 2006. O jornal também afirma que provavelmente Hong Kong não terá grandes decisões e, segundo as palavras do representante de comércio dos Estados Unidos, Rob Portman, a reunião de Hong Kong "nunca foi considerada como o fim do processo, mas sim um marco no caminho". |
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