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Embaixador defende 'gado verde' brasileiro no 'The Guardian' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador brasileiro na Grã-Bretanha, José Maurício Bustani, rebateu nesta quarta-feira as críticas que foram feitas à carne brasileira em um artigo publicado no jornal britânico The Guardian no dia 18 de outubro. No artigo original, assinado por George Monbiot, o articulista afirmava que comer carne do Brasil é muito mais imoral do que consumir a carne britânica, já que a criação de gado no Brasil levaria à devastação de áreas como a Floresta Amazônica, ao trabalho escravo e até assassinatos. Em uma carta divulgada pelo mesmo jornal, nesta quarta-feira, o embaixador Bustani diz que o gado brasileiro é conhecido como "gado verde": ao contrário do britânico, não é confinado e nem alimentado com produtos de origem animal. O embaixador também afirma que o Brasil eliminou o gado em áreas afetadas pela febre aftosa, está combatendo o trabalho escravo (mesmo porque, segundo Bustani os números apresentados por Monbiot não poderiam ser confirmados) e, quanto à devastação da Amazônia, o embaixador lembra que apenas um dos seis principais Estados produtores de gado de corte no Brasil, o Mato Grosso, fica na região da Amazônia. O Brasil e a gripe aviária O temor de uma pandemia de gripe aviária ocupa a primeira página do jornal britânico Financial Times. O diário destaca o alerta a ser divulgado pela União Européia que trata dos procedimentos preventivos para evitar a doença. A Autoridade Européia para Segurança Alimentar afirma em seu alerta que alimentos derivados de aves, quando bem cozidos, devem evitar a entrada do vírus na cadeia alimentar humana. O artigo também cita as medidas preventivas de vários outros países, inclusive do Brasil. O Financial Times afirma que o Brasil, líder mundial na exportação de frango, anunciou o início do controle sanitário em aeroportos para evitar que o vírus de gripe aviária entre no país. Mortos no Iraque O fato de o número de soldados americanos mortos no Iraque ter chegado a 2 mil é destaque em vários jornais nesta quarta-feira. O The New York Times destacou a diferença na opinião pública americana entre setembro de 2004, quando o número de soldados mortos chegou a mil, e o momento atual, em que o apoio à guerra diminuiu muito. E acrescentou que levou menos tempo para que se chegasse ao número de 2 mil mortos, apenas 14 meses, em comparação aos 18 meses que demorou até se chegasse aos primeiro mil soldados mortos. Isso demonstraria a maior eficácia dos insurgentes. O New York Times também lembra que iraquianos estão morrendo mais e mais rápido desde então. O jornal americano afirma que os números não são precisos do lado iraquiano, mas, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, neste ano o conflito está vitimando em média 50 iraquianos por dia, incluindo feridos e mortos. Em 2004, eram cerca de 40 por dia. O Washington Post, por sua vez, afirma que a data foi marcada por um protesto em frente à Casa Branca, por silêncio no Senado e por um discurso do presidente George W. Bush, em que ele afirmou que a guerra vai exigir mais sacrifício e mais tempo e que os Estados Unidos estão progredindo na luta contra os inimigos no Iraque. Constituição iraquiana A aprovação da Constituição iraquiana também foi assunto em vários jornais. O El País elogia em editorial a aprovação da Carta, mas alerta que seria "ingênuo acreditar que este marco institucional irá trazer a paz ao país". O jornal espanhol afirma que o caos e a violência continuam a aumentar, e que os sunitas estão começando a se arrepender de ter deixado a elaboração da constituição para os xiitas e curdos. Já o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung é mais otimista, afirmando que a aprovação da constituição iraquiana é "o mais importante marco (no país) desde a invasão americana e britânica". O jornal afirma que o texto vai fornecer ao país uma ordem constitucional "sem precedentes no mundo árabe", pois o fato de "a maioria ter embarcado nesta jornada (...) é razão para esperança e deve encorajar aqueles que acreditam que a democracia no mundo árabe como uma causa perdida". |
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