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Atualizado às: 20 de outubro, 2005 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)
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Brasil debate desarmamento com 'fervor' raro, diz 'The New York Times'
O jornal americano The New York Times diz nesta quinta-feira que o Brasil, que vive "faceiro" com suas armas, debate "com fervor" a proposta de proibir a sua venda em todo o país.

A reportagem relata a polêmica em torno do referendo do desarmamento, no próximo domingo.

"Os brasileiros têm uma espantosa propensão a atirar uns nos outros", diz o texto, assinado pelo correspondente Larry Rohter.

"Mas um plano do governo para uma proibição completa das armas em todo o país tem gerado um apaixonado debate cívico raramente visto por aqui."

O texto diz ainda que as chances do "não" aumentaram por causa dos recentes escândalos envolvendo o PT e o governo federal, que fazem com que muitos brasileiros, "desencantados com as autoridades", estejam "procurando formas de expressar este sentimento".

Impasse comercial

O diário econômico britânico Financial Times afirma que as negociações sobre abertura comercial na Organização Mundial do Comércio estão "à beira de um impasse".

O jornal destaca declaração do comissário da União Européia para o Comércio, Peter Mandelson, segundo quem os países-membros do bloco não vão lhe dar apoio, caso as negociações não deixem de se concentrar na área agrícola.

No americano The Washington Times, o representante comercial dos Estados Unidos, Rob Portman, aparece dizendo que o impasse já chegou e que a culpa por isso é dos europeus.

Por sua vez, o francês Le Figaro destaca uma declaração do governo da França no sentido de que o país "não pode aceitar" que Mandelson "invoque de qualquer maneira o dossiê agrícola nas próximas negociações da OMC".

De acordo com o diário parisiense, a França considera que a UE está fazendo "concessões generosas demais" nesta área.

Saddam

O Washington Post mobilizou repórteres para acompanhar o primeiro dia do julgamento de Saddam Hussein junto a aliados ou opositores do ex-presidente iraquiano e chegou à conclusão de que, no Iraque, não existe meio-termo: ou ele é visto como um herói ou como um vilão.

Em uma barbearia no norte de Bagdá, o jornal testemunhou os clientes, todos árabes sunitas, aplaudindo com vigor a TV quando ela mostrava Saddam desafiando os juízes.

Mas em Dujail, um vilarejo xiita ao norte de Bagdá, não há dúvidas sobre a culpa do ex-presidente – lá, 143 homens foram mortos por tropas de Saddam Hussein em 1982, segundo o jornal.

"Em todo o país, sunitas, xiitas e curdos com acesso a uma TV foram capturados pela imagem de um homem de 68 anos que dominou suas vidas por três décadas", diz a reportagem.

O jornal árabe baseado em Londres Al-Hayat, por sua vez, celebra o início do julgamento, dizendo que Saddam "é o primeiro presidente árabe visto por seu povo em julgamento por uma longa lista de acusações".

Mas outro diário árabe londrino, o Al-Quds Al-Arabi, critica o julgamento, afirmando que se trata de um evento político cujo "veredicto final está escrito na pedra".

"É vingança", decreta o Al-Quds Al-Arabi.

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