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Choques marcam fracasso de Chirac, diz 'Le Monde | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal francês Le Monde afirma nesta terça-feira a que os choques na periferia de Paris e em várias cidades francesas marcam o fracasso das promessas mais importantes feitas por Jacques Chirac. O Le Monde lembra que Chirac prometeu reduzir as desigualdades sociais e a criminalidade quando era candidato à Presidência. O jornal também não aprovou as declarações do presidente em seu discurso à nação depois da reunião extraordinária com seus ministros, no domingo. Para o Le Monde, Chirac não ofereceu nada além de "palavras vagas, hesitantes, que mostraram que, se as palavras do presidente costumavam fazer mágica, agora não têm mais esse efeito". Em meio à crise de violência, o Libération defende a retomada da ordem no país, mas diz que ela "não deve ser atingida a qualquer preço". O jornal relembra, em sua reportagem sobre as medidas de segurança anunciadas pelo governo na segunda-feira, que o toque de recolher é baseado em uma lei de 1955, criada como parte das medidas usadas para reprimir os argelinos durante Guerra de Independência da Argélia. Katrina O jornal espanhol El País afirma em sua edição desta terça-feira que a aplicação de medidas de emergência e toque de recolher na França é o reconhecimento do "fracasso da política de integração social, cultural, econômica e urbana aplicada nas últimas décadas". Para o jornal espanhol isto levou a uma situação em que pessoas de origem árabe e africana, a maioria deles cidadãos franceses, moram em mais de 700 guetos suburbanos. O El País chega a comparar os choques na periferia das cidades francesas com o furacão Katrina, que atingiu Nova Orleans. "Se o furacão Katrina expôs a marginalização da população negra abandonada em Nova Orleans, estes choques trouxeram à tona as profundas rachaduras na sociedade francesa". O Washington Post e o New York Times afirmam que os choques na periferia das cidades francesas são a pior onda de protestos no país desde 1968. O Post aponta que o presidente Jacques Chirac não se pronunciou ao público até a segunda-feira, quando os choques já entravam no 11º dia, e lembrou que o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, chamou os manifestantes de "escória". Segundo o Washington Post a observação piorou ainda mais os choques e muitos dos jovens que participam dos tumultos já declararam que não vão parar enquanto Sarkozy não sair do governo. Enquanto o Washington Post também destaca a indiferença dos parisienses que moram no centro da cidade, o New York Times ouviu Michel Gaudin, chefe nacional da polícia francesa. Gaudin relatou ao New York Times que os choques na periferia se espalharam como uma onda de choque em toda a França, lembrando que, apenas na noite de domingo, ocorreram incidentes em 274 cidades. O New York Times afirma que a violência ainda não assumiu conotações religiosas, mas lembra que a maioria dos jovens envolvidos nos choques se declara muçulmana. E isto estaria aumentando o temor de que grupos islâmicos poderiam se aproveitar do clima de tensão e tentar recrutar novos membros. Segundo o jornal americano, mensagens colocadas na internet por um dissidente islâmico que vive em Londres encorajava jovens muçulmanos em toda a Europa a iniciarem confrontos, em nome do Islã. Doha A reunião ministerial entre Brasil, Índia, Estados Unidos e União Europeia, que ocorreu em Londres na segunda-feira, foi comentada no jornal britânico The Guardian. O comissário de Comércio europeu, Peter Mandelson, afirma, em artigo de hoje no The Guardian, que a Rodada de Doha é, "acima de tudo, sobre desenvolvimento". Mas, continua o comissário, "é importante não confundir os interesses de grandes países em desenvolvimento, competitivos, como Brasil e China, com países vulneráveis, que, geralmente, dependem da exportação de um único produto". Mandelson afirma que países em desenvolvimento também se beneficiam do comércio de serviços mais diversificado, o que ajuda estes países a construírem uma infra-estrutura de serviços bancários, de transporte e de comunicações. |
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