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Explosões na Jordânia têm a marca da Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ataques a três hotéis da Jordânia nesta quarta-feira têm a marca da Al-Qaeda, o grupo de Osama Bin Laden. Ainda não se sabe se de fato foi esse grupo que realizou o ataque – embora, na internet, o braço da Al-Qaeda no Iraque já tenha assumido o atentado. Certamente a metodologia é muito familiar. A intenção das explosões simultâneas foi assassinar o maior número de pessoas possível. Ataques simultâneos e com homens-bomba são duas táticas usadas pelo grupo com constância, especialmente no Iraque. A escolha de alvos como hotéis, onde há grande chance de se atingir estrangeiros e pessoas de fora do mundo árabe, é outro sinal de que a organização ligado a Bin Laden pode mesmo estar por trás dos atentados. Além disso, outra tática do grupo tem sido escolher alvos que afetem atividades comerciais como o turismo. Por fim, com indicação da participação da Al-Qaeda, há o anúncio do próprio grupo na internet – embora seja muito difícil verificar a autenticidade do anúncio. O braço iraquiano da Al-Qaeda no Iraque é liderado por Musab al-Zarqawi, um jordaniano que foi criado perto de Amã e que já manifestou sua oposição ao governo do país. Já a escolha da Jordânia como palco para o ataque não surpreende. Extremistas islâmicos se opõem ao seu rei secular, que é o mais próximo aliado árabe dos Estados Unidos e mantém um tratado de paz com o vizinho Israel. Esta, aliás, não é a primeira vez que a Jordânia é alvo de ataques realizados por suspeitos de ligações com o extremismo islâmico. Em agosto, três foguetes foram lançados contra navios da marinha dos EUA no porto jordaniano de Aqaba. Até o ataque de quarta-feira, porém, os serviços de segurança da Jordânia pareciam ter mantido os extremistas sob controle. O governo jordaniano declara ter prevenido ataques da Al-Qaeda com armas químicas em 2004 e abortado ataques a turistas israelenses e americanos durante as celebrações do Milênio em 2000. Essa eficiência, no entanto, foi posta à prova com o atentado. |
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