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Atualizado às: 10 de novembro, 2005 - 02h22 GMT (00h22 Brasília)
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Pelo menos 67 morrem em ataques na Jordânia
Hotéis atingidos ficam em zona freqüentada por estrangeiros
Três grandes hotéis de Amã, a capital da Jordânia, foram atingidos por explosões na noite desta quarta-feira, deixando ao menos 67 pessoas mortas e ferindo cerca de 300, segundo as autoridades locais.

A primeira explosão ocorreu no hotel cinco estrelas Radisson por volta das 21h (16h em Brasília) e foi seguida minutos depois por outras duas, no Grand Hyatt e no Days Inn.

O vice-primeiro-ministro da Jordânia, Marwan Muasher, disse à rede de TV americana CNN que duas das explosões parecem ter sido causadas por militantes com explosivos atados a seus corpos. A terceira teria sido provocada por um carro-bomba.

Analistas dizem que a Jordânia, como uma das mais importantes aliadas dos Estados Unidos, é um alvo em potencial de ataques de radicais islâmicos.

Vítimas jordanianas

Segundo a agência de notícias Associated Press, os hotéis ficam localizados no distrito de Jebel, muito freqüentado por homens de negócios e diplomatas estrangeiros.

De acordo com a Associated Press, o Radisson em particular é muito popular entre os turistas israelenses e já teria sido alvo de várias tentativas frustradas de atentados da rede Al Qaeda.

No entanto, as autoridades dizem acreditar que a maioria seja jordaniana, mesmo sem terem sido divulgados os nomes nem as nacionalidades das vítimas.

Muitas das mortes teriam ocorrido durante uma recepção de casamento no hotel Radisson, na qual estavam 250 pessoas.

"Nós pensamos que eram fogos de artifício para o casamento, mas eu vi pessoas caindo no chão", disse um dos convidados, Ahmed, que não quis revelar o seu sobrenome.

"Eu vi sangue. Havia gente morta. Foi feio."

Os explosivos foram aparentemente detonados em um bar do lobby do hotel, informa a correspondente da BBC Caroline Hawley, que estava hospedada no Hyatt.

Hawley conta que viu pessoas gravemente feridas, muitas das quais foram levadas em táxis e carros particulares para os hospitais.

Segundo a correspondente, não havia segurança ostensiva nos hotéis antes dos ataques.

Depois da tragédia, a polícia isolou hotéis e embaixadas e o primeiro-ministro Adnan Badra ordenou o fechamento de todas as escolas e divisões públicas.

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pelo ataque, mas membros do governo jordaniano já indicaram suspeitar da Al-Qaeda.

O rei Abdullah II prometeu que "a justiça vai perseguir os criminosos" responsáveis pelo que chamou de "atos terroristas".

Reações

Vários líderes mundiais condenaram os ataques e expressaram solidariedade com o governo jordaniano.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ofereceu ajuda para "levar os terroristas à Justiça" e a sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, lembrou o papel da Jordânia como "tremendo aliado" de Washington na chamada guerra contra o terrorismo.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se disse chocado e triste com os ataques.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que está em viagem pelo Oriente Médio, cancelou uma visita à Jordânia, que estava prevista para esta quinta-efira.

Annan enviou seus pêsames às famílias das vítimas e ao povo e ao governo jordanianos.

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