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Mercosul fica isolado em debate sobre a Alca | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Vinte e sete dos países reunidos na IV Cúpula das Américas em Mar del Plata, na Argentina, querem que o documento final inclua definições, datas das próximas reuniões e prazos para a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). O Mercosul e a Venezuela, porém, ainda resistem à idéia de se estipular um cronograma, como informaram nesta quinta-feira negociadores brasileiros que participam das reuniões e acompanham as divergências. "O Mercosul não tem a mesma pressa que os demais. É mais flexível e entende que, antes de concretizar a Alca, é preciso definir regras claras para acordos trabalhistas e na área de subsídios agrícolas, por exemplo", disse à BBC Brasil um dos principais negociadores brasileiros. No entendimento dos quatro países do bloco, a resistência não representaria o isolamento do Mercosul. "Até porque, na Cúpula, todas as decisões devem ser tomadas por consenso", disse o negociador. Diferenças As diferenças incluem, além da Alca, o texto sobre a situação trabalhista dos imigrantes, dentro do item sobre a geração de trabalho – principal tema da Cúpula, principalmente na opinião do Brasil e da Argentina. Outras divergências são sobre o uso da Organização Mundial do Comércio (OMC) como órgão máximo sempre que ocorrerem discussões comerciais (posição defendida pelos países do Mercosul) e sobre os subsídios agrícolas, apontados por este mesmo bloco como principal barreira à geração de trabalho e, conseqüentemente, a governabilidade. Entre os países que apóiam a decisão do governo americano de definir, já nesta Cúpula das Américas, o cronograma para a implementação da Alca estão o México, o Chile, o Canadá e o Peru. "Nós não temos porque não apoiar a Alca. O livre comércio com os Estados Unidos é muito importante para o Peru. Vai gerar empregos e incluir o país numa rota maior de investimentos", defendeu o embaixador do Peru em Buenos Aires, Martín Belaundo Moreyra, no vôo entre a capital argentina e Mar del Plata. O governo peruano do presidente Alejandro Toledo corre contra o relógio para assinar, ainda antes das eleições presidenciais de abril, um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. Seria um entendimento parecido ao que foi assinado pelo presidente chileno Ricardo Lagos, no ano passado, e que vem sendo concretizado pelo governo de George W. Bush com outros países e blocos. |
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