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Cúpula das Américas chega a impasse sobre Alca | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diante da falta de entendimento, os negociadores dos 34 que participam da IV Cúpula das Américas deixaram para os chefes de Estado e de governo a decisão sobre avançar ou não no processo de criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Os líderes dos países reúnem-se nesta sexta-feira, com a missão de destravar, como afirmaram assessores brasileiros, um processo que foi "estancado" pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Após três dias de intensa queda de braço, os países dividiram-se, mas a maioria – 27 – concordou com a proposta do México de estabelecer um cronograma de reuniões e prazos para a implementação da Alca. No grupo da minoria ficaram, os quatro países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e a Venezuela. A diferença, ressaltaram fontes do governo brasileiro, é que o bloco quer continuar negociando, mas sem pressões ou datas para a implementação do livre comércio. Já o presidente venezuelano Hugo Chávez avisou que não aceita nenhum tipo de discussão sobre a Alca, alegando que ela já "nasceu morta". Essa posição paralisa o processo porque é preciso que se chegue a um consenso para avançar – o que não ocorreu durante mais de três dias de reuniões. O Mercosul, contaram fontes brasileiras, concorda em liberar o comércio, desde que seja uma oportunidade para gerar trabalho. Os outros países, liderados pelo México, defendem uma reunião para abril do ano que vem, na tentativa de acelerar a integração comercial. Lula No discurso que o presidente Lula deverá fazer, durante o encontro, está previsto que ele defenda o combate à pobreza e coloque a geração de emprego como questões centrais para a região. Nos dois dias que estará em Mar del Plata, que fia a 404 km da capital argentina, Lula deverá ter encontros bilaterais, de acordo com diplomatas brasileiros, com os colegas do Ecuador, Canadá e México. Nos bastidores do encontro, nesta quinta-feira, o poder de Chávez e como lidar com ele foram assuntos de diferentes conversas entre a maioria dos diplomatas. "O pior dos mundos é acuar o presidente Chávez", afirmou uma autoridade brasileira. "E essa estratégia de como lidar com o presidente da Venezuela deverá ser um dos assuntos no encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush." A reunião entre os dois ocorrerá em Brasilia, no fim de semana, após a reuniao de Cúpula das Américas. |
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