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Assessor de Lula reconhece "fadiga" de reuniões | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que há no governo brasileiro um reconhecimento de "uma certa fadiga" de reuniões multilaterais, como a 15ª Cimeira Ibero-americana, que está sendo realizada em Salamanca, na Espanha. "Hoje em dia a agenda fixa dos presidentes é gigantesca. São cerca de dez reuniões obrigatórias por ano", disse o secretário, ao responder a uma pergunta justamente sobre a eficácia desses encontros. Segundo Garcia, o Brasil e outros países estão estudando propostas de mudança para enxugar essa agenda, como, por exemplo, a convergência dos encontros da Comunidade Sul-Americana, do Mercosul e da Comunidade Andina. Ainda de acordo com o secretário da Presidência, o processo de preparação das reuniões também está sendo revisto porque muitas vezes os diplomatas e ministros que se encontram antes do evento de cúpula não conseguem abordar certas "sensibilidades" que os presidentes têm e acabam aparecendo posteriormente de forma "conflitiva". Foi o caso da reunião da Comunidade Sul-Americana em que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, não quis assinar a declaração final por não concordar com alguns pontos. A idéia que está sendo discutida pelo governo brasilerio com outros países é inverter esse processo e deixar os chefes de Estado se reunirem primeiro para apresentarem suas posições e suas percepções políticas. Depois seriam feitos os debates técnicos. Garcia, no entanto, não quis dar a impressão de que estava desprestigiando a Cimeira Ibero-americana, dizendo que o encontro cumpre a função não de chegar a grandes acordos, mas, sim, de "consagrar determinados princípios". |
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