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Palocci: Perdão de dívidas deve ser custeado por ricos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que os países em desenvolvimento não devem ser chamados a arcar com parte dos custos adicionais gerados pelo cancelamento da dívida proposto pelo G8. A afirmação foi feita durante intervenção oral no Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial, neste domingo, em Washington. Palocci ressaltou a preocupação do Brasil de que a distribuição dos encargos para cobrir os custos do cancelamento da dívida junto às instituições financeiras credoras, as IFIs – FMI, Bird e Banco de Desenvolvimento Africano – seja feita de acordo com os parâmetros de Monterrey. Esses parâmetros definem responsabilidades diferenciadas entre as diferentes classes de atores envolvidos. "Ao prevalecer o espírito de Monterrey, os países em desenvolvimento não devem ser chamados a arcar com parte dos custos adicionais gerados pelo cancelamento da dívida, haja vista a necessidade de se combater a pobreza nesses próprios países", afirmou. Pobreza No discurso, o ministro disse que a iniciativa dos países mais industrializados do mundo, mais a Rússia, de perdoar a dívida multilateral pode vir a ser um passo importante. "O perdão da dívida contribui com o esforço dos países pobres altamente endividados no próprio combate à pobreza e com vistas ao cumprimento dos Objetivos do Milênio." Palocci deixou claro que o Brasil apóia resolutamente a idéia. Mais do que isso, disse que o país está envolto em seus próprios desafios de combate à pobreza. "Já perdoamos cerca de US$ 3 bilhões de dívidas bilaterais de países em desenvolvimento, principalmente na África e na América Latina", afirmou Palocci. Mas o ministro ponderou que ainda é preciso resolver problemas concretos que persistem para implementar esta idéia, de forma a maximizar seu efeito sobre o crescimento duradouro dos países mais pobres. Palocci defende que a integridade das IFIs seja assegurada. O objetivo seria evitar que a continuidade das transferências multilaterais para esses mesmos países no longo prazo seja ameaçada. |
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