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Bush promete reduzir pobreza em área devastada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta quinta-feira em um discurso em Nova Orleans que os esforços de reconstrução das áreas afetadas pelo furacão Katrina vão servir para tirar parte da população do país da pobreza. Bush, criticado pela lentidão na resposta ao Katrina e acusado de negligenciar uma população majoritariamente pobre e negra, disse que o país tem obrigação de confrontar uma pobreza que tem raízes "em uma história de discriminação racial". "Quando as ruas forem reconstruídas, deverá haver muitos novos negócios, incluindo negócios de minorias, sobre aquelas ruas", disse o presidente, que fez o pronunciamento de cerca de 20 minutos no Bairro Francês, área turística da cidade mais destruída pelo furacão. "Quando as casas forem reconstruídas, mais famílias devem possuir, e não alugar, essas casas." O presidente também agradeceu às pessoas envolvidas nos trabalhos de resgate nos três Estados afetados pelo furacão – Louisiana, Mississippi e Alabama – e voltou a dizer que o governo investirá o que for necessário e pelo tempo que for preciso para ajudar os cidadãos afetados pelo Katrina a "reconstruir suas comunidades e suas vidas". Desabrigados Segundo Bush, o governo federal vai trabalhar em parceria com autoridades locais e estaduais na costa do Golfo do México afetada pelo furacão no que ele definiu como "um dos maiores (trabalhos de reconstrução) que o mundo já viu". "Fundos federais vão cobrir a grande maioria dos custos para reparar a infra-estrutura pública na zona de desastre, de estradas e pontes a escolas e sistemas de água", disse o presidente, acrescentando que uma equipe de inspetores supervisionará os gastos para que eles sejam feitos de forma "honesta e sábia". Bush disse ainda que espera que as pessoas que perderam ou tiveram de deixar as suas casas por causa do Katrina possam deixar os abrigos onde estão em um mês. "O nosso objetivo é tirar as pessoas dos abrigos até o meio de outubro", afirmou. Ele voltou a admitir que houve problemas nas operações de resgate e disse que os americanos "têm todo direito de esperar uma resposta mais efetiva em tempos de emergência". "Agora está claro que um desafio desta escala exige maior autoridade federal e um papel mais amplo para as Forças Armadas", disse Bush. "Quando o governo federal falha ao cumprir tal obrigação, eu como presidente sou responsável pelo problema", acrescentou o presidente, que havia assumindo responsabilidade pelas falhas na quarta-feira. Bush também reconheceu que as autoridades, em todos os níveis, não souberam responder à catástrofe nos primeiros dias. "(Katrina) não foi um furacão normal – e o sistema normal de alívio a resgates não esteve à altura dele", afirmou. Segundo o presidente, a reformulação das operações de resposta a emergências é uma prioridade de segurança nacional. "Em uma época de ameaças de terrorismo e armas de destruição em massa, o perigo aos nossos cidadãos se estende muito além de uma trincheira ou uma área propensa a inundações. Eu considero o planejamento detalhado de emergências como uma prioridade de segurança nacional." Pesquisas de opinião publicadas nos últimos dias indicam que a reação avaliada como incompetente ao Katrina aliada ao desgaste resultante da guerra no Iraque têm abalado a popularidade do presidente. Bush disse que as cidades afetadas pelo furacão voltarão a ter a vida social e cultural que tinham e que "aqueles que questionam o futuro de Nova Orleans" podem ficar certos de que o lugar mais destruído pelo furacão Katrina será reconstruída. "Não há como imaginar os Estados Unidos sem Nova Orleans, e esta grande cidade vai se levantar de novo", afirmou. Ele também reiterou que quer uma investigação para avaliar os erros cometidos durante as operações de resgate do furacão Katrina. |
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