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Atualizado às: 07 de setembro, 2005 - 08h54 GMT (05h54 Brasília)
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Oposicionistas buscam ganhos para o futuro com as eleições

Ayman Nour
Analista prevê que Ayman Nour sairá fortalecido destas eleições
Os dois principais candidatos de oposição nas inéditas eleições presidenciais egípcias desta quarta-feira são Ayman Nour, do Partido Al-Ghad, e Noman Gomaa, do Wafd.

Os outros sete concorrentes do presidente Hosni Mubarak são de partidos quase sem representatividade, como os apelidados de nanicos no Brasil. Para estes, a eleição não passa de uma chance de conseguir alguma exposição nacional.

Nour e Gomma também não são vistos como adversários fortes contra Mubarak, mas para eles a eleição, mesmo perdida, pode servir para projetos políticos futuros.

Com as mudanças ocorrendo na política egípcia, analistas dizem que este pode ser o momento para que novas lideranças comecem a se firmar.

“Ficar em segundo lugar com uma votação expressiva seria muito bom para Ayman Nour, um político jovem e que com certeza não está em sua última eleição”, afirma o cientista político da Universidade do Cairo, Mustafa Kamal Al-Sayed.

Veterano

Noman Gomaa já é um político veterano, com 75 anos de idade, e suas chances de capitalizar ganhos políticos de agora para projetos futuros são vistas como mais limitadas que as de Nour, que tem 41 anos.

No entanto, Gomaa faz parte de um partido antigo e importante que está precisando de uma revitalização, do qual Nour também já foi membro.

“O Wafd poderia ser impulsionado por um resultado relativamente bom nas eleições”, diz al-Sayed.

O cientista político diz que um oposicionista que conseguir 25% dos votos nestas eleições já tem motivos para celebrar.

Tajamoa

Os outros partidos importantes do Egito decidiram boicotar as eleições argumentando que a lei eleitoral foi preparada para garantir a vitória do governo.

Os dois principais líderes do boicote são os partidos marxista Tajamoa e socialista pan-arábico Nasserista.

“Depois destas eleições, a luta dos egípcios pela democracia vai continuar e nosso partido está pronto para liderar este movimento”, disse o presidente do Tajamoa, Rifat Al-Said.

O político diz que quando o resultado das eleições for divulgado vai ficar claro que o partido estava certo ao decidir boicotar a disputa.

Said diz que tem “certeza absoluta” de que o governo vai fraudar as eleições para melhorar seu resultado.

Islâmicos

A Irmandade Islâmica é um grupo religioso com mais de 70 anos e é considerado uma das principais forças de oposição no Egito.

Analistas concordam que a Irmandade poderia ter tido um bom desempenho nestas eleições se tivesse um candidato, mas o grupo está proibido de se organizar como um partido político.

Há membros do grupo que fazem parte do Parlamento egípcio, muitos como independentes, mas nestas eleições não foram aceitos candidatos sem afiliação partidária.

Mas a Irmandade Islâmica não aderiu ao boicote da oposição, embora tenha participado das primeiras reuniões que debateram o assunto.

Os islâmicos acabaram decidindo dizer a seu militantes que eles estavam livres para votar se quisessem, desde que não escolhessem o presidente Mubarak.

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