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Egito reprime manifestação contra presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia egípcia usou força, neste sábado, para dispersar uma multidão que tentava iniciar um protesto na cidade do Cairo contra a decisão do presidente Hosni Mubarak de tentar outra reeleição. A manifestação aconteceria na praça principal da capital do país. A polícia reprimiu os manifestantes usando bastões e escudos e prendeu muitos deles. Um dos grupos que fazem campanha contra a reeleição de Mubarak, o Kifaya, disse que 19 de seus líderes foram presos. Pressão Mubarak anunciou na quinta-feira sua intenção de concorrer para o quinto mandato consecutivo. Ele prometeu reformas políticas e constitucionais, dizendo que os egípcios seriam cidadãos livres em um país democrático. Simpatizantes do Kifaya vinham realizando manifestações semanais pacíficas sem serem incomodados pela polícia. Acreditava-se que o governo iria preferir evitar a indignação internacional que aconteceu em maio, quando a polícia reprimiu manifestantes que pediam o boicote de um referendo sobre a reforma constitucional. Mubarak, no poder desde 1981, vem sofrendo pressão interna e externa para introduzir reformas democráticas no Egito. Ele introduziu algumas mudanças recentes nas leis do país, como a que permite a realização das primeiras eleições presidenciais, marcadas para o dia 7 de setembro. Cinco líderes da oposição já disseram que pretendem se candidatar, mas políticos egípcios reclamam que não existem garantias de que o processo eleitoral será justo ou transparente. |
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