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Comissão diz ter imagens da estação onde Jean morreu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), Nick Hardwick, disse estar "confiante" de que sua equipe de investigação possui "todas as imagens do circuito interno de TV" da estação de metrô de Stockwell, onde Jean Charles de Menezes foi morto. A informação foi dada por ele nesta quarta-feira após um encontro com a delegação brasileira que está em Londres acompanhando as investigações sobre a morte do eletricista. No entanto, um membro dessa delegação, o diplomata Manuel Gomes Pereira, disse que a IPCC tem apenas parte das imagens do brasileiro na estação. "Eles têm alguma coisa, mas não têm tudo. Por exemplo, existem trechos da caminhada de Jean Charles na estação que estão faltando." Segundo Pereira, a missão perguntou se a IPCC não tinha todas as imagens em razão de problemas com as câmeras. "O diretor nos respondeu que não é surpresa para ele que algumas câmeras da estação não estivessem funcionando." O diplomata brasileiro disse também não saber se o governo brasileiro tem direito a ter acesso às imagens, mas que, se tiver, vai pedir para vê-las. Família O presidente do IPCC afirmou que, no encontro desta quarta-feira com os enviados brasileiros, forneceu um relato detalhado sobre o inquérito no caso e disse que "algumas das imagens do circuito interno foram cruciais para a investigação". Nick Hardwick disse acreditar que a família de Jean Charles deveria estar entre as primeiras pessoas a ter acesso às imagens do circuito interno de TV da estação de metrô. "Vamos procurar dar o máximo possível de informações à família, sem que isso comprometa as investigações ou represente um risco para a segurança nacional", disse Hardwick. "É assim que procedemos e foi o que expliquei ao embaixador (Manoel Gomes Pereira, um dos três integrantes da delegação brasileira)", acrescentou. Como a delegação brasileira afirmou na terça-feira, o investigador disse não acreditar que a polícia tentou ocultar informações sobre a morte de Jean Charles. Mas ele disse, no entanto, que a demora da polícia em encaminhar informações sobre a morte do eletricista ao IPCC foi "preocupante". Hardwick também criticou o vazamento de informações. De acordo com ele, para que as investigações sigam o rumo ideal "seria melhor se todos mantivessem um silêncio digno". |
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