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"Crise ainda pode custar o escalpo de Lula", diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A prestigiada The Lex Column, do Financial Times, volta à carga em relação à crise no Brasil e diz nesta quarta-feira que “o pior escândalo do Brasil desde 1992 ainda poderá custar o escalpo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. O FT afirma que o governo será enfraquecido e medidas importantes, como a reforma tributária e a independência do Banco Central, terão de ser adiadas. Para o diário britânico, "a crise também não ajuda o objetivo a longo prazo de aumentar a confiança nas regulações dos investimentos domésticos e internacionais, tão importantes para aumentar a taxa de crescimento para mais do que os atuais 4% ao ano". A coluna termina dizendo que os mercados ainda não reagiram negativamente à crise e emenda: “É a primeira vez, desde quando se tem memória, que estabilidade de preços e democracia competitiva coexistem no Brasil, mas todos os partidos parecem unidos em sua má vontade para jogar esta conquista pela janela”. Olho do furacão Nesta quarta-feira, o jornal argentino Página 12 também trata da crise do mensalão, afirmando que o PT continua no olho do furacão. O Página 12 destaca o depoimento de Marcos Valério à CPI e a decisão de partidos da oposição de entrar com ação contra o PT na Justiça Eleitoral. O jornal afirma que, enquanto isso, Lula segue se afastando do PT e agora se prepara para substituir Olívio Dutra, no Ministério das Cidades, "por um técnico conservador recomendado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, do opositor Partido Progressista". O Página 12 destaca ainda que, com a saída de Olívio Dutra, o PT fica com apenas oito dos 24 ministérios do governo. Segundo o jornal, apesar das tentativas da oposição de envolver Lula nas denúncias, "o presidente parece seguir esquivando-se dos golpes e separando-se cada vez mais de qualquer amigo, petista ou aliado que possa estar sequer 'tingido' pela dúvida". Novo juiz Nos Estados Unidos, o New York Times destaca, em editorial, a nomeação do juiz John Roberts para a substituir Sandra O'Connor na Suprema Corte. Segundo o NYT, caberá agora ao Senado americano escrutinar seu passado e questioná-lo sobre algumas áreas importantes da lei na sessão que o confirmará no cargo. Para o jornal, "se o juiz Robertson for um conservador tradicional, na linha da juíza O'Connor, ele deverá ser confirmado. Mas se de perto ele se mostrar um ideólogo extremista com uma agenda de acabar com direitos importantes, não". O NYT diz ainda que, comparado aos outros nomes que vinham sendo apontados para o cargo, o juiz se envolveu poucas vezes em assuntos controversos. Marcha em Gaza E em Israel, o diário Jerusalem Post comenta os protestos dos colonos judeus contra a proposta retirada israelense da Faixa de Gaza, marcada para daqui a 27 dias. Segundo o editorial, a liderança do movimento colono organizou os protestos gigantescos explicitamente para sabotar os planos de retirada do primeiro-ministro, Ariel Sharon. O Jerusalem Post classifica a tentativa de marcha como uma forma de desobediência civil em massa, com a intenção de prejudicar o processo que, apesar de contar com forte oposição do eleitorado, foi aprovado pelo parlamento. O jornal afirma que, como conseqüência, se os opositores conseguirem impedir a retirada, vão proferir um forte golpe à legitimidade não apenas do governo de Sharon, mas do Estado Israelense. O diário ainda responsabiliza Sharon pela crise, por não ter detalhado o que seria necessário para concluir a retirada, nem ter explicado os argumentos para alcançar pelo menos a compreensão dos israelenses. |
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