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PT quer novo modelo de desenvolvimento, diz Genro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tarso Genro, novo presidente do PT e ministro da Educação até o dia 27, disse nesta quarta-feira em Paris que o partido vai trabalhar para criar um novo modelo de desenvolvimento econômico. Segundo Genro – que está em Paris acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, isso não significa romper com a linha atual da política do governo. "Nós vamos trabalhar pegando a rigidez macroeconômica e, a partir disso, vamos projetar um outro modelo de desenvolvimento econômico", disse. Genro disse também que na próxima terça-feira a Executiva nacional do partido se reunirá para avaliar os resultados de uma investigação preliminar sobre denúncias de corrupção envolvendo o PT. Segundo o presidente do PT, "não é improvável que haja uma auditoria interna, caso tenhamos alguma dúvida". "Os contratos não tinham o rigor que deveriam ter tido", acrescentou. Tarso Genro afirmou ainda que é preciso separar as relações entre o PT e o governo. "Vamos reformar o PT. Estabelecer uma relação nova", disse ele após a palestra do presidente Lula na Universidade da Sorbonne. Fuso horário A palestra sobre a política externa brasileira foi o primeiro compromisso do presidente, que fica três dias em Paris para participar das comemorações do Ano do Brasil na França. A Universidade realizou um seminário com o tema Brasil Ator Global, cujos debates começaram na terça-feira. Antes de começar o discurso, Lula disse que ainda estava no fuso horário de Brasília (cinco horas a menos do que em Paris) e que não consegue dormir em aviões. Lula passou a noite no avião e chegou no início desta manhã à capital francesa. O presidente falou durante 35 minutos para uma platéia de pesquisadores, acadêmicos e alguns estudantes. Em seu discurso, ele insistiu em temas que já vem abordando em outras viagens internacionais. Lula falou sobre a maior aproximação entre o Brasil e os países emergentes que vem sendo realizada e também do reconhecimento internacional que o G-20, grupo de países emergentes liderados pelo Brasil, passou a ter. Ele voltou a criticar os subsídios que os países ricos concedem a seus produtores. Para o sociólogo francês Alain Touraine, amigo do ex-presidente Fernando Henrique, os escândalos de corrupção do PT não comprometem a imagem de Lula no plano internacional. "Lula é o único a ser uma ponte entre os países do norte e do sul. Isso é um privilégio", afirmou o sociólogo francês, que assistiu à palestra do presidente. |
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