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Explosivos de Londres seriam do tipo usado pela Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os explosivos que devem ter sido usados nos atentados em Londres seriam do mesmo tipo empregado em ações extremistas da rede Al-Qaeda, segundo informações de pessoas ligadas às investigações. Especialistas acreditam que produtos encontrados na casa de um dos suspeitos tenham sido usados para a fabricação das bombas e dizem que essas substâncias podem ser compradas facilmente em farmácias. Segundo o repórter da BBC Mark Urban, que falou com envolvidos nas investigações, a natureza "extremamente volátil" dos explosivos levou a polícia a aumentar o cordão de isolamento ao redor da casa de um dos suspeitos em Leeds (norte da Inglaterra), além de delimitar uma zona de exclusão aérea. Urban afirma que os explosivos são do mesmo tipo daqueles encontrados nos sapatos do britânico Richard Reid, que tentou derrubar um avião durante um vôo transatlântico em 2001. As buscas em propriedade nas cidades de Aylesbury (ao norte de Londres) e Leeds e na região de West Yorkshire (região central da Inglaterra) continuam. A polícia está procurando por informações que possam levar a outros envolvidos, particularmente possíveis mentores dos ataques que poderiam ter entrado e saído da Grã-Bretanha antes das explosões ocorrerem. Eles também estariam atrás de um estudante de química egípcio, que fugiu de sua casa em Leeds após o incidente. Sem vigilância A BBC obteve a informação de que um homem considerado ligado à Al-Qaeda entrou na Grã-Bretanha duas semanas antes dos ataques, mas não foi mantido sob vigilância pelas forças de segurança. Ele faz parte de uma lista de suspeitos, mas não foi considerado importante o suficiente para merecer uma vigilância tão rígida, segundo Urban. As autoridades dizem que os recursos necessários para manter alguém sob vigilância por 24 horas são muito grandes e só podem ser usados em situações especiais. Urban diz que há indícios do que o suposto membro da Al-Qaeda deixou o país horas antes dos ataques. O chefe da polícia Metropolitana, Ian Blair, disse que não há nada até o momento que ligue este homem aos atentados, mas acrescentou que os investigadores esperam encontrar evidências de que a Al-Qaeda está envolvida. Mortos A polícia britânica anunciou que subiu para 54 o número de mortos nos atentados em Londres da semana passada. Um passageiro do ônibus número 30, que explodiu em Tavistock Square, no centro de Londres, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
A divisão antiterrorismo da Scotland Yard divulgou na quinta-feira fotografias e imagens de vídeo de Hasib Hussain que, segundo a polícia, foi responsável pela explosão da bomba no ônibus. As imagens feitas pelas câmaras de circuito fechado de TV na estação de trem de Luton (cidade ao norte de Londres) mostram Hussain, 18 anos, carregando uma mochila ao embarcar a caminho de Londres na manhã do dia dos atentados. A polícia quer saber o que Hussain fez entre sua saída da estação de metrô de King's Cross, em Londres, e a explosão da bomba, um trajeto que teria demorado quase uma hora. As autoridades também confirmaram ter identificado o quarto suspeito de ser um dos responsáveis pela explosão das bombas. Segundo informações obtidas pela BBC, é quase certo que ele seria Lindsey Germaine, um britânico de origem jamaicana. Fitas de vídeo A Scotland Yard fez um apelo para que as pessoas tentem se lembrar se viram Hussain. As câmaras registraram imagens dele em Luton e na estação de King's Cross pouco antes de três explosões no metrô, ocorridas às 8h50 (horário de Londres, 4h50 em Brasília). "Precisamos conhecer os movimentos (de Hussain) até 9h47 da manhã (horário de Londres, 5h47 em Brasília), quando ocorreu a explosão na praça Tavistock", disse o diretor do departamento antiterrorismo da Scotland Yard, Peter Clarke.
A polícia acredita que havia 80 passageiros no ônibus quando houve a explosão. Segundo Clarke, as investigações da polícia levantaram "uma enorme quantidade de informações", com novas pistas surgindo "literalmente a cada hora". Ele disse que os detetives tomaram depoimentos de 500 testemunhas e estão analisando mais de 5 mil fitas de vídeo das câmaras de circuito fechado de TV. Perguntas "Precisamos descobrir uma série de coisas: quem realmente cometeu o ato, quem os apoiou, quem os financiou, quem os treinou, quem os estimulou", disse Clarke. "Isso vai levar muitos meses de investigação detalhada e intensa." Clarke confirmou a identidade do segundo suspeito, que seria Shehzad Tanweer, 22 anos, morto na explosão perto da estação de metrô de Aldgate. De acordo com o chefe da divisão antiterrorismo, pertences do terceiro suspeito – que ainda não foi oficialmente identificado – foram encontrados em dois locais dos ataques, as estações de Aldgate e Edgware Road. Peter Clarke disse que, no entanto, a perícia ainda não encontrou provas de que ele morreu nas explosões. Esse suspeito foi informalmente identificado como Mohammad Sidique Kahn, 30 anos. Clark disse ainda que o quarto suspeito morreu na explosão de Russell Square, perto da estação de metrô de King's Cross. |
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