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Atualizado às: 12 de julho, 2005 - 02h57 GMT (23h57 Brasília)
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Militares dos EUA são impedidos de ir a Londres
A base aérea de Lakenheath, onde estão baseados muitos militares dos EUA
Dez mil militares americanos estão estacionados em bases aéreas britânicas
Milhares de militares americanos baseados na Grã-Bretanha estão proibidos de ir para Londres desde os ataques ocorridos na cidade na semana passada.

"Nós estamos preocupados com a segurança do nosso pessoal e estamos tentando fazer o que podemos para protegê-los", afirmou o porta-voz dao contingente americano na base aérea de Mildenhall, Matt Tulis. "Este é o melhor curso de ação neste momento."

Segundo Tulis, a ordem foi emitida na última quinta-feira logo após os ataques e atinge 10 mil dos 12 mil militares americanos baseados em território britânico.

As informações sobre a proibição são divulgadas no mesmo dia em que o presidente americano, George W. Bush, disse que os Estados Unidos não recuariam diante do que chama de "terroristas".

"Nós continuamos a combater o inimigo e vamos lutar até que o inimigo seja derrotado", afirmou Bush a cerca de mil pessoas, entre agentes do FBI, fuzileiros navais e funcionários dos serviços de emergência que assistiam ao discurso na Academia do FBI (polícia federal americana), no Estado da Virgínia.

Segundo o presidente americano, os ataques na capital britânica são provas da necessidade de uma agressiva guerra "contra o terrorismo".

"Ficar na ofensiva"

No mesmo discurso, Bush elogiou os esforços das tropas americanas no Iraque e no Afeganistão, dizendo que esta era melhor forma de manter militantes da rede militante Al-Qaeda na defensiva.

"Quando eles estão constantemente fugindo, eles não podem planejar ataques, portanto nós e nossos aliados vamos ficar na ofensiva."

Bush também prometeu apoio ao povo britânico "nesta hora difícil" e voltou a dizer que, assim como os dois países haviam se unido para lutar contra as "ideologias totalitárias do século 20", ficariam juntos contra "as ideologias assassinas do século 21".

"A melhor forma de defender os Estados Unidos é ficar na ofensiva", insistiu o presidente, que tem perdido apoio da população americana na guerra no Iraque.

O presidente também voltou a dizer que à medida que cresce a "democracia" no Oriente Médio, o que chama de "terroristas" perdem espaço.

"Eles vão perder a esperança de transformar aquela região numa base de ataques contra os Estados Unidos e os nossos aliados."

Em uma entrevista à BBC, o ex-ministro do Exterior britânico, Robin Cook, criticou as declarações de Bush, alegando que, em vez de isolarem os responsáveis pelos ataques, apenas irritariam sociedades muçulmanas mundo afora.

"Eu acho que o problema com a abordagem de George Bush é que ele continua falando sobre o assunto como uma guerra ao terror, como se houvesse uma solução militar e não há."

Pelo menos 52 pessoas morreram nas explosões em Londres.

Numa mensagem divulgada pela internet, um suposto grupo que se identificou como Jihad na Europa disse que Londres havia sido atacada por causa do seu apoio aos Estados Unidos.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse nesta segunda-feira que os atentados provavelmente eram obra de "terroristas extremistas islâmicos".

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