BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 12 de julho, 2005 - 09h30 GMT (06h30 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Grã-Bretanha quer mais ação contra bens de extremistas
Mulher deposita flores no local onde ônibus explodiu em Londres
Mulher deposita flores no local onde ônibus explodiu em Londres
O governo britânico quer que sejam incrementados os esforços internacionais para confiscar os bens e o dinheiro de grupos extremistas.

O ministro da Economia da Grã-Bretanha, Gordon Brown, fez um pedido neste sentido nesta terça-feira em uma reunião dos ministros das Finanças da União Européia, em Bruxelas, argumentando ainda que os recursos de quem apóia estes grupos também devem ser apreendidos.

Um plano para coordenar as atividades dos países do bloco nesta área foi acertado no ano passado, mas agora Brown quer que ele seja implementado imediatamente.

O pedido foi feito cinco dias depois que uma série de ataques a bomba contra o sistema de transporte coletivo de Londres matou pelo menos 52 pessoas e deixou mais de 700 feridos.

Operação de busca

A polícia britânica realizou nesta terça-feira operações de busca em cinco casas no condado de Yorkshire, no norte da Inglaterra, como parte de suas investigações sobre os ataques.

Ninguém foi preso durante a operação, segundo uma porta-voz da polícia.

As buscas foram realizadas após a emissão de mandados de busca de acordo com o Ato sobre Terrorismo aprovado pelo governo britânico em 2000.

A polícia também pediu ao público que tenha paciência enquanto seus agentes trabalham no que chamou de "maior cena de crime na história da Inglaterra".

Na segunda-feira, o número oficial de mortos chegou a 52. As famílias dos desaparecidos continuam a fazer apelos emocionados por informações.

Os trabalhos de recuperação de corpos e de análise dos destroços continuam em andamento.

Caçadas vigorosas

Na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, prometeu uma das caçadas policiais mais "vigorosas e intensas" do país para pegar os responsáveis pelos atentados.

"Nós vamos buscar os responsáveis onde quer que estejam e não vamos descansar até que eles sejam identificados e, assim que possível, levados à Justiça."

Já o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que os atentados foram um ataque ao mundo civilizado.

"Esse tipo de gente que explode metrôs e ônibus não são pessoas com quem se pode negociar ou argumentar, ou pacificar. Diante de tais adversários, só há uma forma de agir. Nós vamos continuar a combater o inimigo e vamos lutar até que o inimigo seja derrotado", disse Bush.

Última viagem

Nesta terça-feira, a polícia identificou quatro vítimas da bomba que atingiu o ônibus em Tavistock Square, no centro de Londres. As famílias de duas delas concordaram em divulgar os nomes.

Eles são Jamie Gordon, de 30 anos, e Philip Stuart Russell, de 29 anos.

As famílias das outras duas vítimas pediram que os nomes delas permaneçam em sigilo até que o inquérito judicial seja aberto na quarta-feira.

Na segunda-feira, as autoridades britânicas divulgaram pela primeira vez o nome de uma vítima – Susan Levy, 53 anos, casada e mãe de dois filhos já adultos.

Levy havia saído da cidade de Cuffley, no condado de Hertfordshire, e estava indo para o trabalho quando morreu na explosão.

"Estamos arrasados com a morte desnecessária dela e nossos pensamentos e orações estão com tantas outras famílias afetadas por esta horrenda tragédia", disse seu marido, Harry Levy.

Com o início do processo formal de identificação dos corpos, a polícia anunciou já saber a identidade de quase todas as vítimas.

Um porta-voz disse à BBC que "eles foram identificados informalmente, seja pelos crachás de trabalho encontrados junto aos corpos, ou por parentes que vieram reconhecer as vítimas".

"Assim, mantivemos as famílias afetadas totalmente informadas. A identificação oficial é um processo legal e cabe às autoridades."

Imagens

A polícia elogiou a resposta do público aos apelos por fotos ou filmagens feitas com telefones celulares na hora ou depois do atentado.

As imagens podem ser enviadas via e-mail, para o endereço [email protected], e a polícia espera conseguir pistas vitais para a investigação.

Segundo as forças de segurança, 1,7 mil pessoas já contactaram a linha telefônica antiterrorismo desde os atentados.

Nesta segunda-feira, o prefeito de Londres, Ken Livingstone, abriu um livro de condolências em homenagem às vítimas, na prefeitura da cidade.

"A cidade vai resistir. É o futuro do nosso mundo. Tolerância e mudanças", escreveu Livingstone no livro.

Em King's Cross, foi aberto um jardim memorial, atraindo centenas de pessoas que deixaram flores e mensagens.

O número para informações sobre desaparecidos é: 44 (0) 870 156 6344.

66Especial
As últimas notícias sobre as explosões em Londres.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade