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Egípcio é preso em conexão com ataques de Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O químico egípcio Magdi Mahmoud al-Nashar, de 33 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira no Cairo em conexão aos atentados em Londres na semana passada. Mahmoud al-Nashar não foi formalmente acusado pela polícia britânica. No entanto, a polícia está revistando casas em que ele teria vivido ou estado em Leeds, no norte da Inglaterra, onde o estudante morava antes de voltar ao Cairo. Colegas dele da Universidade de Leeds, onde o egípcio completou um doutorado em química, teriam dito que não viam o estudante desde o início de julho. A polícia britânica disse nesta sexta-feira que está procurando os responsáveis pelo financiamento e pela montagem das bombas usadas nos ataques do dia 7. Nashar está sendo interrogado por agentes britânicos e pela polícia do Egito. As autoridades seguem uma pista de que ele teria entregue chaves de uma casa na cidade inglesa usada pelos homens-bomba. O homem foi preso depois de uma grande operação no Cairo, e segundo correspondentes da BBC, a polícia não tinha nenhum conhecimento sobre o estudante. A polícia britânica também realizou buscas em um centro comunitário e em uma loja de livros islâmicos na região de Leeds e Buckinghamshire. A livraria fica perto da casa de Shehzad Tanweer, um dos homens-bomba. Computadores foram apreendidos no local. Al-Qaeda Pelas investigações, os explosivos que devem ter sido usados nos atentados em Londres seriam do mesmo tipo empregado em ações extremistas da rede Al-Qaeda, segundo informações de pessoas ligadas às investigações. Especialistas acreditam que produtos encontrados na casa de um dos suspeitos tenham sido usados para a fabricação das bombas e dizem que essas substâncias podem ser compradas facilmente em farmácias. Segundo o repórter da BBC Mark Urban, que falou com envolvidos nas investigações, a natureza "extremamente volátil" dos explosivos levou a polícia a aumentar o cordão de isolamento ao redor da casa de um dos suspeitos em Leeds (norte da Inglaterra), além de delimitar uma zona de exclusão aérea. Urban afirma que os explosivos são do mesmo tipo daqueles encontrados nos sapatos do britânico Richard Reid, que tentou derrubar um avião durante um vôo transatlântico em 2001. Sem vigilância
A BBC obteve a informação de que um homem considerado ligado à Al-Qaeda entrou na Grã-Bretanha duas semanas antes dos ataques, mas não foi mantido sob vigilância pelas forças de segurança. Ele faz parte de uma lista de suspeitos, mas não foi considerado importante o suficiente para merecer uma vigilância tão rígida, segundo Urban. As autoridades dizem que os recursos necessários para manter alguém sob vigilância por 24 horas são muito altos e só podem ser usados em situações especiais. Urban diz que há indícios do que o suposto membro da Al-Qaeda deixou o país horas antes dos ataques. O chefe da polícia Metropolitana, Ian Blair, disse que não há nada até o momento que ligue este homem aos atentados, mas acrescentou que os investigadores esperam encontrar evidências de que a Al-Qaeda está envolvida. Mortos
Também nesta sexta-feira, a polícia britânica anunciou que subiu para 54 o número de mortos nos atentados em Londres da semana passada. Um passageiro do ônibus número 30, que explodiu em Tavistock Square, no centro de Londres, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A divisão antiterrorismo da Scotland Yard divulgou na quinta-feira fotografias e imagens de vídeo de Hasib Hussain que, segundo a polícia, foi responsável pela explosão da bomba no ônibus. As imagens feitas pelas câmaras de circuito fechado de TV na estação de trem de Luton (cidade ao norte de Londres) mostram Hussain, 18 anos, carregando uma mochila ao embarcar a caminho de Londres na manhã do dia dos atentados. A polícia quer saber o que Hussain fez entre sua saída da estação de metrô de King's Cross, em Londres, e a explosão da bomba, um trajeto que teria demorado quase uma hora. As autoridades também confirmaram ter identificado o quarto suspeito de ser um dos responsáveis pela explosão das bombas. Segundo informações obtidas pela BBC, é quase certo que ele seria Lindsey Germaine, um britânico de origem jamaicana. |
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