|
Polícia busca 'autor intelectual' de atentados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia britânica está concentrando seus esforços na busca pelos autores intelectuais dos atentados que mataram pelo menos 52 pessoas e feriram mais de 700 na semana passada em Londres. Os investigadores acreditam que britânicos de origem paquistanesa foram os responsáveis pela explosão de três das bombas que atingiram o sistema de transporte coletivo londrino, matando a si mesmos no processo – o destino do quarto suposto participante dos ataques segue indefinido. Mas especialistas em terrorismo dizem que eles devem ter sido orientados por outra pessoa, alguém que ainda está à solta. A polícia também está investigando dois carros que teriam sido utilizados pelos militantes suicidas – um deles, encontrado na estação de trem de Luton (ao norte de Londres), estava carregado com explosivos. Os detetives querem determinar a origem destes explosivos, assim como o de outros artefatos do tipo encontrados em uma casa na cidade de Leeds (norte da Inglaterra). O chefe da Polícia Metropolitana, Ian Blair, disse que é “provável” que haja um outro ataque a bomba e há temores de que uma segunda gangue de militantes suicidas esteja preparando atentados. Nomes Os parentes de um dos homens suspeitos de ter participação no atentado, Hasib Hussain, perceberam seu desaparecimento na quinta-feira passada. Fontes policiais disseram à BBC que Hussain, de 19 anos, estava a bordo do ônibus que explodiu em Tavistock Square. Uma das operações policiais desta terça-feira foi na casa de um outro suspeito, Shehzad Tanweed, de 22 anos, que também não é visto há vários dias. Um terceiro suspeito foi identificado por jornais como sendo Mohammed Sadique Khan, de 30 anos. Inteligência detalhada e o trabalho da perícia levaram à identificação dos quatro suspeitos, cuja chegada à estação de King's Cross, em Londres, onde ocorreu uma das quatro explosões, foi registrada em imagens feitas por câmeras de segurança na manhã de quinta-feira passada, quando ocorreram os atentados. Um parente de um dos suspeitos foi detido durante batidas policiais em West Yorkshire na terça-feira. Fontes policiais disseram à BBC que até o momento não foram encontrados timers que poderiam ter sido usados para acionar as bombas, o que reforça a tese de que os autores dos ataques foram militantes suicidas. Toque de clarim O ministro do Interior da Grã-Bretanha, Charles Clarke, disse estar “chocado” com a revelação de que os supostos autores dos ataques em Londres nasceram na Grã-Bretanha. Ele disse que os ataques foram um “toque de clarim” para que os britânicos “defendam a sua sociedade”, ao invés de assumir que está “tudo ok”. Clarke afirmou que especialmente a comunidade muçulmana no país precisa se opor a ideologias que promovem ataques a bomba. Ele disse que o governo vai usar todos os meios necessários – incluindo deportações – contra quem estiver fomentando terrorismo. O secretário-geral do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Iqbal Sacranie, disse que recebeu a notícia sobre a suposta identidade dos suspeitos com “angústia, choque e horror”. “Nada no Islã justifica as ações malignas de quem lança bombas”, disse ele. Nesta quarta-feira, a polícia divulgou o nome de mais seis pessoas que morreram nos ataques, levando o número de vítimas que já foram identificadas a 11. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||