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G8 aumentará ajuda à África para US$ 50 bi, diz Blair | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o G8 concordou em aumentar a ajuda financeira à África progressivamente até chegar a US$ 25 bilhões extras no ano de 2010, o que fará com que o montante total de ajuda ao continente chegue a US$ 50 bilhões naquele ano. “Não é o fim da pobreza na África, mas é a esperança de que ela poderá ter fim", afirmou o premiê britânico. O primeiro-ministro afirmou ainda que a intenção é estabelecer uma “parceria” com os países africanos, que, em contrapartida, teriam que se comprometer com democracia, boa governança e respeito à lei. O primeiro-ministro também anunciou um pacote de ajuda para a Autoridade Nacional Palestina de US$ 3 bilhões por ano nos próxims três anos, o compromisso de promover acesso universal ao tratamento da Aids e de treinar uma força de paz de 20 mil homens para a África. O G8 também reafirmou o compromisso firmado em junho pelos ministros da Fazenda dos membros de abater a dívida de países pobres que cumpram as condições estabelecidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, dentro da Iniciativa para os Paises Altamente Endividados. Atualmente, 18 países cumprem essas condições – 14 deles na Africa: Benin, Burkina Faso, Etiopia, Gana, Madagascar, Mali, Mauritânia, Moçambique, Níger, Ruanda, Senegal, Tanzânia, Uganda e Zâmbia; e quatro da America Latina: Nicarágua, Bolívia, Guiana e Honduras. No documento final, o grupo afirma que, segundo uma estimative da OCDE, a ajuda aos países em desenvolvimento em geral irá aumentar progressivamente e atingirá um valor extra de US$ 50 bilhões no ano de 2010. Esse valor inclui os US$ 25 bilhões extras para a África prometidos pelo G8 e leva em conta dinheiro de outros doadores. Comércio O primeiro-ministro britânico reconheceu que não houve o avanço que muitos esperavam no que diz respeito a derrubar barreiras e subsídios agrícolas dadas pelos países ricos, considerados um empecilho para que os produtos de países africanos e outras nações em desenvolvimento compitam de igual para igual nos mercados internacionais. “Alguns de nos esperávamos estabelecer aqui uma data estabelecendo o fim de todos os subsídios, mas isso não foi possível”, afirmou Blair. Como era esperado, os líderes do G8 deixaram a decisão para a próxima reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro, em Hong Kong. O Brasil, China, Índia, México e África do Sul, que participaram das discussões na quinta-feira, haviam também entregue um documento ao G8 pedindo a remoção de barreiras e subsídios agrícolas. Mudança climática Em relação à mudança climática, o primeiro-ministro britânico afirmou que não tinha a expectativa de que os líderes “fossem resolver em Gleneagles as diferenças existentes em relação ao Protocolo de Kyoto ou outras metas”. Os Estados Unidos são o único país do G8 que não assinou o Protocolo. O governo americano também se recusa a participar de qualquer acordo que estabeleça metas de redução de emissões de gases poluentes. “Nós chegamos a um acordo de que esse (a mudança climática) é um problema, que o homem está contribuindo para ele, que é preciso resolver o problema com urgência e que há a necessidade de reduzir, interromper e reverter o aumento de emissões de gases poluentes”, afirmou o premiê. Segundo ele, o consenso alcançado em Gleneagles irá possibilitar a retomada de um diálogo entre todos os países do G8 e também os países em desenvolvimento. Esse diálogo terá início em uma conferência a ser realizada em novembro na Grã-Bretanha. Mas as organizações não-governamentais de proteção ao meio ambiente, como WWF, Amigos da Terra e Greenpeace, afirmaram que o resultado foi “altamente decepcionante” e que os líderes do G8 perderam uma oportunidade de estabelecer uma “agenda efetiva” de combate ao problema. |
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