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Atualizado às: 07 de julho, 2005 - 19h57 GMT (16h57 Brasília)
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Chirac diz que ataques reforçam solidariedade no G8

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Líder francês tentou mostrar que atentado não interropeu cúpula
O presidente da França, Jacques Chirac, disse que os ataques ocorridos em Londres nesta quinta-feira serviram para reforçar o "espírito de solidariedade" entre as 13 nações representadas no encontro do G8 em Gleneagles, na Escócia.

"Eu não sei se eles tiveram a intenção de interromper o nosso trabalho aqui, se tinham, não conseguiram. O que eles conseguiram foi reforçar o espírito de solidariedade entre as 13 nações representadas aqui."

Participavam das reuniões de hoje não apenas os líderes do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), mas também os líderes do Brasil, África do Sul, China, Índia e México.

Chirac tentou mostrar que as reuniões de trabalho continuaram durante a cúpula mesmo depois da saída do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que deixou o encontro pouco depois das 13h (9h em Brasília) para avaliar a situação em Londres.

"Nós continuamos a trabalhar porque não queríamos dar a certas pessoas a satisfação de ter conseguido atrapalhar o nosso trabalho”, afirmou o presidente francês.

Chirac classificou os ataques em Londres como um "ato desumano" contra "vítimas inocentes".

Chirac afirmou que os líderes presentes em Gleneagles foram unânimes em suas reações aos atentados, mas negou que o ocorrido tenha feito com que os líderes se esforçassem mais para chegar a um acordo nas discussões sobre como lidar com o aquecimento global.

"O acordo é um resultado de dias e dias de trabalho intenso", afirmou.

Tarde de apreensão

Apesar de os trabalhos dos integrantes da conferência terem seguido em frente, eles foram prejudicados pelas explosões em Londres.

Horários de reuniões e entrevistas foram alterados, principalmente por causa da ausência do primeiro-ministro Tony Blair, que, entre outros compromissos, tinha encontros bilaterais agendados com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vicente Fox, do México.

No centro de imprensa, o clima tranqüilo do começo da manhã desta quinta-feira – quando a maioria dos jornalistas se preparava para se concentrar nas discussões do G8 sobre mudanças climáticas – foi trocado por uma atmosfera de apreensão.

Se antes das 9h da manhã praticamente todos os 8 telões do local estavam sintonizados no circuito interno, que estava transmitindo imagens de Gleneagles, na medida em que as notícias chegavam de Londres, os telões passaram a ser sintonizados em canais de notícias.

Vários jornalistas de outros países que foram à Escócia para cobrir a reunião do G8 abandonaram o encontro e viajaram para Londres para enviar notícias sobre os ataques.

Um dos únicos protestos programados para hoje em toda a Escócia foi cancelado. Os integrantes da organização não-governamental ambientalista Friends of the Earth tinham convocado uma ação intitulada “alarme climáticos”.

Sinos e alarmes em todo o país deveriam ser tocados ao mesmo tempo para, segundo a organização, "acordar o G8 para o fato de que o tempo para combater a injustiça climática está se esgotando”, mas o evento foi cancelado depois dos atentados em Londres.

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