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Lula indica 'Dirceu de saias' para Casa Civil, afirma 'El País' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal espanhol El País afirma nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou uma política que é “considerada um Dirceu de saias” para a Casa Civil da Presidência. A afirmação é feita com relação ao que seriam semelhanças entre a nova ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ex-titular da pasta José Dirceu, “mas só no que se refere a seu caráter forte e decisões enérgicas, sem se alinhar com ninguém”. De acordo com o diário madrilenho, “vem daí o medo de alguns amigos de Lula com a nomeação de uma personalidade tão forte quanto Roussef para um cargo tão delicado”. O jornal diz ainda que Lula “continua tentando desligar seu governo do PT, e é possível que acabe sacrificando, na reforma ministerial que está fazendo, quatro ou cinco ministros do PT para dar os cargos a partidos aliados”. Mensagens Na Argentina, o La Nación diz que Lula ignorou “a oposição de seu próprio partido e de alguns de seus principais aliados” ao tomar a decisão “pessoal e intuitiva” de escolher Roussef para a Casa Civil. Segundo o jornal, a nomeação da nova ministra, “uma funcionária considerada intransigente e apolítica”, passa duas mensagens: a de que quer “mudar a cara” de seu governo e a de que não vai deixar aliados “torcer o seu braço em sua decisão de afastar quem fez cambalear o governo por causa de uma predileção por velhas políticas clientelistas”. O escândalo do “mensalão” e seus desdobramentos também chegou às páginas do americano Washington Post nesta terça-feira. Em uma longa reportagem no caderno de exterior, o jornal diz que Lula adotou “um tom firme” desde que os escândalos começaram a ser divulgados pela mídia, o que não impediu, porém, que sua popularidade “tenha claramente se reduzido”. O texto continua relatando o fato de que muitos eleitores continuam fiéis ao presidente, apesar dos escândalos e da desaceleração do crescimento econômico observados recentemente. “Talvez seja sorte de Lula que a eleição (presidencial) não seja hoje”, diz o jornal, “mas pouca gente no Brasil descarta o presidente”. Madeira O Financial Times, de Londres, publica uma reportagem sobre a atual onda de investimentos internacionais na indústria de papel e celulose do Brasil. De acordo com o texto, o país emergiu nos últimos anos como “o produtor com custos mais baixos” no setor em todo o mundo. A reportagem dá como exemplo das vantagens oferecidas pelo Brasil o fato de que árvores que são usadas como matérias-primas crescem oito vezes mais rápido do que na Finlândia, que é um tradicional produtor. Além disso, o custo de produção de uma tonelada em uma fábrica como a Veracel, que fica na Bahia, fica em US$ 120, contra US$ 320 na América do Norte e US$ 400 na Escandinávia. Mas o jornal também diz que “não é fácil” para uma empresa se instalar no Brasil, devido à “infra-estrutura inadequada, burocracia, desigualdade social e regulamentações ambientais”, conjunto de fatores que o FT qualifica de “desafios” para as grandes empresas do setor. Inusitado paraíso gastronômico O americano The Christian Science Monitor afirma que a Grã-Bretanha está, surpreendentemente, se tornando um destino privilegiado para os amantes da gastronomia. “A Grã-Bretanha costumava ser uma retardatária na cena da culinária européia, uma paisagem árida de restaurantes de terceira categoria e verduras sonsas”, diz o texto, observando porém que agora a situação mudou, especialmente na capital do país. “Londres está se tornando um dos lugares mais empolgantes do mundo para se jantar.” O jornal de Boston afirma que o forte da capital britânica, quando o assunto é gastronomia, é a diversidade, e que um ranking elaborado por especialistas internacionais encontrou na cidade 11 dos 50 melhores restaurantes do mundo. |
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