|
Saída de Dirceu é virada ou ato teatral, especula Clarín | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal argentino Clarín especula sobre a saída do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, perguntando se a renúncia "é uma virada definitiva do governo Lula ou um ato, talvez um pouco teatral, de um ministro que quer preservar a sua imagem e a de seu partido?" "Parece ser uma combinação das duas coisas", afirma a correspondente do jornal em São Paulo, Eleonora Gosman. O diário publica um histórico da crise, um perfil de Dirceu (que é chamado pelo jornal de "um operador do presidente") e afirma que a saída pode provocar uma reorientação do governo Lula, que poderia seguir "uma variante que mescla ortodoxia econômica com centro-direitismo político." A saída de Dirceu também é destaque no espanhol El País, que ressalta a perda do "segundo homem de Lula por denúncias de corrupção". Segundo a reportagem do jornal, a "saída de Dirceu é a primeira medida de uma reforma ministerial que Lula deve concluir na próxima semana". Eleições no Irã As eleições presidenciais no Irã são destaque nos principais jornais internacionais desta sexta-feira. O The Washington Post traz um artigo da escritora Ladam Boroumand afirmando que "a brutalidade ainda reina no Irã". Ela cita o caso de uma fotógrafa que registrava uma manifestação do lado de fora de uma prisão em Teerã, que mais tarde apareceu no hospital com "fratura no crânio, dois dedos quebrados, sem as unhas, hematomas na barriga e evidências claras de que havia sido estuprada". A autora argumenta que "mais do que nunca a situação dos direitos humanos merece passar pelo crivo internacional". A escritora acha que as eleições têm um "apelo para a mídia ocidental". "Um exemplo é que muitos cartazes foram impressos em inglês". No entanto, ela diz que, para muitos iranianos que boicotam a votação, "as eleições são uma lembrança da desastrosa liderança e violação dos direitos humanos no Irã". Sartre e terrorismo O The Independent, da Grã-Bretanha, traz uma reportagem sobre o centenário do escritor francês Jean-Paul Sartre, celebrado na semana que vem. "Um herói de nosso tempo?", começa a reportagem. "Profeta ou prepotente?", continua o jornal, citando frases célebres de Sartre como "O inferno são os outros". A reportagem argumenta que, depois de anos no ostracismo, o culto a Sartre vem voltando com força na Europa "e, quem diria, nos Estados Unidos, país que Sartre odiava". Mulheres jovens, negros e acadêmicos de esquerda estariam lendo Sartre novamente e percebendo que ele foi um dos primeiros intelectuais a "propor discussões em torno de temas como a globalização, a guerra ao terrorismo, o discurso de liberdade por parte dos Estados Unidos e o conservadorismo da sociedade americana". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||