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Iglesias deixa a presidência do BID; Brasil pode ter candidato | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, anunciou nesta terça-feira que está deixando o cargo no dia 30 de setembro. No fim de semana, Iglesias foi eleito secretário-geral do Secretariado Geral Ibero-americano (Segib), um órgão com sede em Madri que começa a funcionar em julho. Com a saída de Iglesias, os 47 países-membros têm 45 dias para indicar candidatos para dirigir a instituição. Uma reunião especial do Conselho de Governadores será marcada num prazo de 30 a 45 para escolher o novo presidente. O candidato potencial do governo brasileiro é o economista João Sayad, ex-ministro do Planejamento do governo Sarney e ex-secretário municipal de Finanças de São Paulo, na gestão da prefeita Marta Suplicy. Desde setembro do ano passado, Sayad é vice-presidente de Finanças e Administração do BID. Até agora, nenhuma candidatura foi oficializada. Apoio Para ser eleito, o candidato precisa do apoio dos países que representam a maioria do capital do banco, e da maioria absoluta dos representantes dos 28 países-membros das Américas – 26 países que recebem recursos, além de Canadá e Estados Unidos, que são investidores. Iglesias anunciou que vai deixar o cargo numa carta enviada nesta terça-feira ao presidente do Conselho de Governadores do banco, o ministro da Fazenda do Japão, Sadakazu Tanigaki. “Depois de trabalhar no banco por mais de 17 anos, acredito que chegou a hora de transferir a liderança para outras mãos, permitindo que uma nova geração continue a contribuir com idéias novas para os objetivos do banco de cooperação no desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe”, diz a carta. Uruguaio, com 73 anos, Iglesias foi eleito pela primeira vez para o cargo em março de 1988 e reeleito em 1993, 1998 e 2003. O mandato atual vai até abril de 2008. Desde a fundação, em 1959, o BID só teve três presidentes. Com US$ 8 bilhões em recursos, o BID tornou-se nos últimos anos a principal fonte de financiamento para os países da América Latina e Caribe, especialmente para obras de infraestrutura. A partir dos anos 90, o banco também passou a dar atenção a programas de redução da pobreza, desenvolvimento sustentável e expansão do setor privado. Hoje em dia metade dos recursos é destinada ao financiamento de programas sociais. |
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