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Funcionários da BBC realizam greve contra demissões | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Jornalistas e técnicos da BBC realizam nesta segunda-feira uma greve de 24 horas em protesto contra planos da empresa de cortar 3.780 vagas e privatizar partes da sua estrutura. A programação da BBC na Grã-Bretanha, tanto na TV como no rádio, foi significativamente prejudicada, assim como a operação em seus sites na internet. A paralisação deve afetar também parte das operações da BBC Brasil. O movimento foi iniciado à meia-noite, horário britânico (20h de domingo em Brasília), quando as programações dos canais BBC News 24 e BBC World, que é transmitido para o Brasil, foram substituídas por programas gravados. Nas primeiras horas da manhã, os dois canais voltaram a ter programação ao vivo. Mas um dos principais programas de rádio da BBC na Grã-Bretanha, o Today, foi cancelado. A greve está sendo organizada por três sindicatos. Segundo eles, os planos de demissões, anunciados recentemente pela BBC, são os mais drásticos da história da empresa. Os sindicatos disseram esperar que cerca de 11 mil dos 27 mil funcionários da BBC participem da greve. "Será uma enorme manifestação de raiva por toda a BBC, do tamanho do impacto das demissões", afirmou o secretário-geral da Associação Nacional dos Jornalistas, Jeremy Dear. A direção da BBC disse que lamenta a decisão dos sindicatos e que fará tudo para para oferecer o melhor serviço possível nesta segunda-feira, apesar da paralisação. "A greve não eliminará a necessidade de novas consultas ou a necessidade de a BBC implementar mudanças que permitirão que coloquemos mais dinheiro em melhores programas e serviços", disse a BBC em uma declaração oficial. Uma nova paralisação, de 48 horas, está marcada para os dias 31 de maio e 1º de junho. |
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