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BBC anuncia que vai cortar cerca de 3 mil empregos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A BBC deve cortar o seu quadro de funcionários em cerca de 10%, o equivalente a cerca de 3 mil pessoas, para aumentar a eficiência e se manter à frente da concorrência em termos tecnológicos. A maior parte das demissões deve afetar setores não diretamente ligados à produção de programas, como o setor financeiro, legal e de recursos humanos. Mais cortes devem acontecer nos próximos meses. Além disso, quase 2 mil funcionários devem ser transferidos de Londres para a cidade de Manchester, a cerca de 300 km da capital britânica, até 2008. Transformação O diretor geral da BBC, Mark Thompson, disse querer transformar a empresa, enxugando-a e investindo em "mais programas atraentes". Os cortes têm como objetivo a manutenção da maneira como a BBC é financiada, pela licence fee – uma taxa anual paga por todos os domicílios que têm um aparelho de TV em casa. Essa taxa garante a independência da BBC em relação a interesses comerciais e políticos. Thompson disse que esse sistema de financiamento só vai ser mantido se o público britânico for convencido de que a BBC investe o seu dinheiro corretamente. Líderes sindicais prometeram lutar contra qualquer demissão não-voluntária e ameaçaram com greves. Em um comunicado conjunto, três sindicatos disseram acreditar que "uma política que requer um número de demissões tão colossal, reduções em compromissos com programas e a venda e privatização de seções fundamentais da BBC corre o risco de destruir a sua habilidade de continuar como a principal emissora pública da Grã-Bretanha". Os sindicatos também afirmam que a política pode colocar em risco o direito da BBC continuar sendo financiada pela licence fee. A BBC tem atualmente mais de 27 mil funcionários. |
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