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'La Nación': Para Argentina, Brasil 'perde terreno' com investidores | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Segundo o jornal La Nación, de Buenos Aires, o Ministério da Economia da Argentina “acredita que o Brasil está perdendo terreno” para o país na preferência dos investidores internacionais. O motivo por trás disto seria o que o governo argentino acredita ser a previsibilidade de sua taxa de câmbio, de acordo com o jornal. “Os funcionários do Ministério da Economia acreditam que, logo depois das fortes flutuações posteriores à desvalorização de 2002, a Argentina entrou em um terreno de previsibilidade sobre o tipo de câmbio real, que incentivaria a entrada de investimentos diretos”, diz a reportagem. “Por outro lado, os investidores entendem que esta certeza não existiria no caso brasileiro”, afirma o diário, observando, porém, que “o otimismo do governo não faz eco entre os analistas do setor industrial”. Corrupção no Brasil O jornal econômico Financial Times, de Londres, publica reportagem segundo a qual “a corrupção ainda infesta a vida pública brasileira”. A reportagem trata das acusações de irregularidades que vêm sendo feitas contra o ministro da Previdência Social, Romero Jucá, que, segundo o jornal, continua “sereno”, o que “pode muito bem refletir sua inocência”. “Mas, inocente ou culpado, tais alegações contra os ricos e poderosos do Brasil raramente causam grande preocupação a eles”, diz o texto. “A corrupção é um fato da vida quotidiana no Brasil e as chances de punição por causa dela são próximas a zero.” Bento 16 A missa pública rezada pelo papa Bento 16 no domingo no Vaticano recebe ampla cobertura da mídia internacional. Para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, com a cerimônia, o papa coroou sua primeira semana no cargo, na qual “fez tudo certo, e mais, fez tudo realmente bem”. O argentino Clarín diz que a missa é mais um sinal de que Bento 16 “é um papa em posição favorável para introduzir mudanças na Igreja”, uma vez que “seu passado de guardião da ortodoxia lhe habilita a realizar reformas”. Na Grã-Bretanha, o The Daily Telegraph diz que o papa afirmou durante o sermão que “a humanidade perdeu seu rumo”, indicando que “seu papado pode ser ainda mais franco e direito que o anterior em temas políticos e sociais”. O espanhol El País observa, porém, que, enquanto Bento 16 defendeu com firmeza o diálogo com os judeus, “deixou na sombra o grande mundo do Islã”. E o La Nación, de Buenos Aires, destaca que o presidente Néstor Kirchner, que andou às turras com o Vaticano, “foi o único dos mandatários que assistiram à cerimônia a não se ajoelhar em frente ao papa e beijar o seu anel”. Abbas O The Christian Science Monitor, dos Estados Unidos, diz que, após cem dias à frente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas “enfrenta críticas pela falta de progresso nos territórios” sob sua administração. Observando que Abbas “recebe crédito por manter uma calma prolongada” na região, o jornal diz que “mesmo muitos de seus aliados admitem que ele falhou em várias frentes fundamentais”, citando, como a exemplo, o fracasso em trazer melhorias no dia-a-dia dos palestinos. O israelense Haaretz, por sua vez, afirma que as próximas semanas serão “decisivas” para Abbas, na medida em que ele vai tentar consolidar as recentes mudanças nos serviços de segurança palestinos. |
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