|
Gutiérrez pode ser levado ao Brasil neste domingo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Embaixada do Brasil em Quito disse neste sábado à BBC Brasil que o presidente destituído do Equador, Lucio Gutiérrez, pode ser levado ao Brasil ainda no fim-de-semana. "O salvo-conduto está assegurado. As negociações tiveram sucesso e agora só falta sair o papel", disse o ministro-conselheiro da embaixada, José Fiúza. O salvo-conduto é um documento do governo do Equador que garante a segurança de Gutiérrez no traslado entre a Embaixada do Brasil, onde ele está no momento, e o aeroporto. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que deve levá-lo ao Brasil, onde receberá asilo, está a aproximadamente duas horas de vôo de Quito, em território brasileiro. Ansiedade Um porta-voz do Itamaraty afirmou que o Brasil está tomando as medidas necessárias para garantir que Gutierrez fosse levado ao Brasil ainda neste domingo. Mas, o porta-voz não falou se o salvo-conduto já havia sido liberado pelo governo do Equador, citando questões de segurança. A Assessoria de Imprensa da Embaixada Brasileira em Quito afirmou que não poderia citar uma data ou hora para a saída de Gutierrez do país. De acordo com o ministro-conselheiro, o presidente destituído se alimenta bem e aparenta estar mais calmo. "Apesar disso, ele ainda está ansioso esperando um desfecho", afirmou José Fiúza. O governo do Equador aumentou a segurança em torno da residência do do embaixador em Quito, Sergio Florêncio, onde Gutierrez está, pois os protestos aumentaram. Missão O Itamaraty anunciou que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, integrará uma missão da Comunidade Sul-Americana de Nações que viajará para o Equador a fim de participar das negociações para a resolução da crise política do país. A crise, que levou à destituição de Gutiérrez, começou com a reestruturação da Suprema Corte, em dezembro. Os partidos da oposição acusam Gutiérrez, um ex-coronel, de buscar poderes ditatoriais por demitir os juízes do tribunal e substituí-los com aliados seus, em dezembro. Na época, congressistas aliados do presidente Gutiérrez destituíram a Suprema Corte anterior e indicaram novos juízes. A indicação gerou fortes protestos, que cresceram quando os juízes anularam os processos contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik. Na sexta-feira da semana passada, Gutiérrez anunciou a dissolução do tribunal, provocando novas acusações da oposição. Gutiérrez, de 48 anos, estava no poder desde janeiro de 2003, após ter sido eleito no ano anterior. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||