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Seixas Corrêa cancela agenda de campanha para OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A visita de campanha para a presidência da OMC que o embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa faria na segunda-feira ao Parlamento Europeu foi cancelada nesta sexta-feira. A viagem fazia parte da programação do diplomata para sua campanha pela direção do órgão. O cancelamento ocorre no dia em que diplomatas dos estados-membros da Organização Mundial do Comércio se reuniram para serem informados sobre qual candidato tem o menor apoio entre os quatro que estão concorrendo. Fontes diplomáticas confirmaram à BBC Brasil que o brasileiro é o último colocado na disputa. Além dele, estão no páreo o embaixador uruguaio Carlos Pérez del Castillo, o ex-comissário europeu francês Pascal Lamy e o chanceler das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree. Lamy ficou em primeiro lugar nas consultas, seguido pelos candidatos Cuttaree e Castillo. Na quinta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, fez vários elogios ao candidato francês Pascal Lamy, durante uma coletiva de imprensa em Paris. Furlan afirmou que Lamy "foi um protagonista nas relações entre a União Européia e o Mercosul e também teve um importante papel na OMC como representante da União Européia". "Não podemos dizer que ele não esteja preparado para o cargo", disse o ministro. Em nenhum momento da entrevista o ministro citou o nome o nome de Seixas Corrêa - nem mesmo quando falou que os "outros candidatos", como Pascal Lamy, também estão fazendo campanha para obter apoio internacional às suas candidaturas. Rodadas Segundo as regras da OMC, são feitas consultas para se chegar a um consenso na escolha da liderança da organização. O resultado desta sexta-feira é fruto da primeira rodada de consultas feitas com todos os 148 membros do órgão. O candidato que recebe o menor apoio não é obrigado a deixar a corrida nem necessariamente abandona automaticamente sua campanha, embora isso seja esperado. O próprio Seixas Corrêa disse em uma entrevista recente que, após o anúncio da consulta, "os candidatos terão algum tempo ainda para consultar os seus governos, avaliar as conclusões e deliberar sobre o futuro do processo, mas é muito possível que, no momento em que isso ocorra, que haja um lance, seja filtrado". Ainda estão previstas outras duas rodadas: uma no final do mês de abril, quando um outro candidato deverá ser eliminado, e a rodada final, em maio, quando o novo presidente da organização deverá ser finalmente escolhido. Ele vai substituir, em setembro, o atual presidente, o tailandês Supachai Panitchpakdi. *colaborou Adriana Stock, de Londres |
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