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Atualizado às: 29 de março, 2005 - 19h47 GMT (16h47 Brasília)
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'Fracasso não é opção' na OMC, diz Seixas Côrrea
Embaixador Luis Felipe de Seixas Corrêa
Brasileiro confia que será apontado como diretor-geral da organização
“O sucesso e a conclusão da rodada de negociações de Doha vai significar o sucesso ou o fracasso da Organização Mundial do Comércio (OMC), se a organização vai continuar a ser o centro do sistema de comércio multilateral”, disse o embaixador do Brasil na organização, Luis Felipe Seixas Corrêa.

O diplomata é o candidato brasileiro à direção-geral do órgão e declarou que a conclusão da rodada de liberalização do comércio mundial não só é o principal desafio da OMC, mas também é a plataforma de sua candidatura.

“O fracasso não é uma opção, a gente tem que conseguir, o sucesso é essencial para o fortalecimento da OMC.”

“Se tivesse que escolher três prioridades para o meu mandato, elas seriam: concluir as negociações, concluir as negociações e concluir as negociações.”

Seixas Corrêa esteve em Londres nesta terça-feira como parte de seu “road show” – a campanha eleitoral iniciada em dezembro, que inclui visitas a países membros e encontros com empresários e membros dos governos.

Negociações

“Estou otimista, sem minimizar as dificuldades. As negociações deveriam ter sido concluídas em 2004, esperamos que em dezembro, na reunião ministerial em Hong Kong, consigamos concluir as rodadas.”

“A moldura das negociações já está definida, agora, falta colocar os números, taxas, percentagens e prazos para que sejam concluídas”, disse ele.

“Mas acredito que o momento seja agora, já que todos os países estão comprometidos com a conclusão das negociações e todos reconhecem sua importância.”

Para ele, todos os países estão interessados em perseverar, preservar e reforçar o papel da OMC nas negociações multilaterais.

Candidatura

O embaixador enfrenta três adversários na disputa: o francês Pascal Lamy, ex-comissário europeu para o Comércio, apoiado por toda a União Européia, o chanceler das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree, e o uruguaio Carlos Perez del Castillo, ex-presidente do Conselho-Geral da OMC.

Seixas Corrêa se disse otimista com suas chances de chegar ao final do processo seletivo e ser indicado à direção geral da OMC.

“A candidatura do Brasil tem apoio em todas as regiões”, disse Seixas Corrêa, que evitou citar nominalmente os países que já prometeram apoio, mas confirmou ter recebido a aprovação da Índia e da China.

“O Brasil tem capacidade reconhecida de articulador de consensos na OMC, capacidade de criar pontes entre os países em desenvolvimento e os países desenvolvidos e é um país que tem vinculação forte com o sistema.”

O embaixador ainda ressaltou a situação do Brasil no comércio global como uma vantagem de sua candidatura: “Nós realizamos comércio com todas as regiões do mundo, e comercializamos os mesmos produtos que os países em desenvolvimento - como produtos agrícolas e matérias-primas – assim como produtos de alta tecnologia. Temos um compromisso muito forte com a organização.”

O novo diretor-geral será apontado até o fim de maio. A escolha é feita por consenso através de consultas, e durante o processo três candidatos serão retirados da disputa gradualmente.

O processo começa no dia 4 de abril. O novo diretor-geral tomará posse no dia primeiro de setembro.

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