BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 11 de abril, 2005 - 23h41 GMT (20h41 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Eleição para secretário da OEA termina sem vencedor

Os candidatos à presidência da OEA José Miguel Insulza (esq.) e Luis Ernesto Derbez
Insulza, do Chile, e Derbez, do México, acabaram empatados
Terminou sem vencedor a eleição para secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta segunda-feira. Depois do empate entre os dois candidatos em cinco turnos, os membros da organização decidiram marcar uma nova eleição para o dia 2 de maio.

Além dos candidatos atuais – o chanceler mexicano, Luiz Derbez, e o ministro do Interior chileno, José Miguel Insulza – outros países podem apresentar candidatos nas próximas três semanas.

Nos cinco turnos, Derbez e Insulza tiveram 17 votos cada um, mas como a votação é secreta não é possível saber quem votou em quem. O resultado foi mantido mesmo depois das mais de duas horas de recesso após as três primeiras votações – quando intensas negociações para tentar convencer alguns países a mudar o voto aconteceram nos bastidores. Nas duas votações seguintes, o resultado obtido foi o mesmo.

O embaixador brasileiro Luiz Felipe de Macedo Soares, subsecretário de América do Sul do Itamaraty, disse que a manutenção da posição inicial ao longo da votação mostra que o continente está dividido, mas ele não acha que a conciliação seja impossível.

“É impossível saber se houve países que transitaram de uma candidatura a outra, mas acho pouco provável. O mais provável é que quem começou votando num nome seguiu votando. Isso significa que há dois grupos que não necessariamente se opõem, mas que têm visões diferentes”, afirmou.

EUA

Macedo Soares contou que os Estados Unidos eram o único país que queriam uma nova votação ainda nesta segunda-feira, mas não insistiram depois de não terem encontrado apoio nos outros países.

Os Estados Unidos apoiaram abertamente o candidato de El Salvador, Francisco Flores, que se retirou da disputa na sexta-feira alegando que não queria dividir a região. O governo americano não declarou o seu voto oficialmente, mas todos os diplomatas acreditam que o país votou no candidato mexicano.

No início da manhã, de acordo com os diplomatas, os partidários do candidato chileno contavam com o apoio de 19 países, enquanto os mexicanos esperavam 25 votos.

O Brasil apóia o candidato chileno, seguindo a política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aumentar a integração entre os países da América do Sul.

O Caribe, que tem 14 dos 34 votos e tradicionalmente votava unido, se dividiu nesta votação, principalmente depois da desistência de Francisco Flores.

A falta de decisão foi lamentada pelo secretário-geral interino, Luigi Einaldi. “Estas não são as palavras que esperava pronunciar”, disse ao final da cerimônia. “Esperava concluir o dia com a escolha do novo secretário-geral.”

Macedo Soares diz que a organização se ressente da falta de um secretário-geral titular. “É ruim porque mantém o lugar vago e a organização se ressente disso. E também a situação financeira da OEA não é brilhante”, afirmou.

O último a ocupar o cargo foi o ex-presidente costa-riquenho Miguel Angel Rodriguez, que renunciou em outubro do ano passado em meio a denúncias de corrupção quando foi presidente do país, entre 1998 e 2002. Rodriguez deixou o cargo dizendo que queria dar liberdade para a apuração das denúncias e foi preso ao desembarcar no país.

Desde então, o cargo vem sendo ocupado por Einaldi, mas um diplomata que atua na instituição diz que importantes reformas iniciadas por Rodriguez na estrutura da organização ficaram paradas nos últimos meses.

A escolha do novo secretário-geral foi marcada para pouco um mais de mês antes da assembléia-geral da OEA, em Fort Lauderdalle, na Flórida, entre os dias 5 a 7 de junho.

A OEA tem como objetivo principal promover democracia no hemisfério americano, mas vem sendo muito criticada por ter desempenhado um papel pequeno na solução de conflitos na região.

No caso da Venezuela, o mais importante dos últimos anos, a organização não foi bem sucedida em promover a conciliação entre o governo e os partidos da oposição. A OEA também foi criticada por não ter atuado na crise do Haiti.

66Casamento real
As fotos oficiais e a lua-de-mel de Charles e Camilla.
66China
Veja fotos de protestos contra 'revisionismo' japonês.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade