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Secretário-geral da OEA é acusado de corrupção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) Miguel Angel Rodríguez, foi acusado nesta sexta-feira de ter recebido parte de uma comissão paga por uma empresa francesa de telecomunicações, depois de a companhia ter vencido uma licitação pública quando ele estava na presidência na Costa Rica. Rodríguez, que foi empossado na semana passada como secretário-geral da OEA, foi presidente do país entre 1998 e 2002. Um ex-assessor do então presidente costarriquenho, José Antonio Lobo, disse a uma junta de investigação que Rodríguez pediu 60% da comissão que seria paga pela empresa Alcatel – o que representaria cerca de US$ 140 mil -, enquanto o próprio Lobo ficaria com os 40% restantes. Em uma nota, o diretor-geral disse que as afirmações de Lobo “não condizem com a realidade dos fatos”. Renúncia Rodríguez explicou que, na verdade, o que aconteceu foi que ele pediu a Lobo um empréstimo de US$ 140 mil para cobrir os seus gastos de campanha pela secretaria-geral da OEA. “Rodríguez não é acusado” de nada, disse nesta sexta-feira o procurador-geral Francisco Dall’Anese, de acordo com a agência de notícias Associated Press. “A Procuradoria-Geral vai estudar que tipo de imunidade ele tem como secretário da OEA, à luz da lei internacional.” Ainda segundo a Associated Press, a Alcatel prometeu colaborar com as investigações. De acordo com o correspondente da BBC San José Gilberto Lopes, representantes dos mais diversos setores vieram a público para pedir a Rodríguez que renunciasse de seu cargo na OEA e voltasse ao país para esclarecer melhor os fatos. O próprio presidente costarriquenho, Abel Pacheco – que pertence ao mesmo partido de Rodríguez – afirmou nesta sexta-feira que estava surpreso e que esperava explicações. |
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