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Manhattan à venda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na casa de vinhos, dois alemães não paravam de rir. Um mostrava a garrafa para o outro e davam gargalhadas... Riam dos preços. As lojas de bebidas de Nova York estão cheias de vinhos por US$ 1,50 (pouco mais de 1 euro ou, para os ingleses, menos do que 1 libra). Há uma invasão européia em Nova York, com ajuda de uma pequena força asiática. Os franceses ocupam o Moma e outros museus, os alemães curtem jazz, os japoneses percorrem o Harlem e os estádios de beisebol para ver suas estrelas que trocaram Tóquio por Nova York. Com passagens a menos de US$ 400, os ingleses vêm passar fins de semana em Manhattan para tomar um porre no Village. Curtem a ressaca comprando tênis na Diesel, que custa três vezes menos do que em Londres. O reduto deles é o hotel Metro e a loja preferida é a Macy's, que oferece 11% de desconto para estrangeiros. Num restaurante em Manhattan, um jantar custa menos da metade do preço do que um do mesmo nível em Londres. Em um ano, as vendas de passagens de entre Londres e Nova York subiram 127%. E os europeus não se limitam a compras pequenas. Um dos maiores bancos hipotecários de Manhattan informa que atualmente 25% dos financiamentos são para estrangeiros. Enquanto isso, os novaioquinos amargam os preços mais altos do país, do supérfluo ao indispensável. O mesmo detergente em Houston, no Texas, custa 27% mas barato do que em Nova York. Com inflação acima da média americana, os moradores de Nova York reduziram despesas não essenciais como livros, cosméticos e caridade. Uma familia doava em média US$ 110 por mês. Cortou para US$ 80. O dólar geme, a libra e o euro se divertem. Até quando? |
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