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Relatório deverá criticar inteligência dos EUA sobre Irã e Coréia do Norte | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma comissão que foi formada nos Estados Unidos para examinar as falhas dos serviços de inteligência na coleta de informações a respeito das armas de destruição do Iraque deve atribuir a culpa ao fato de que não se deu atenção a opiniões divergentes a respeito do assunto. A comissão também deve dizer que a situação no que diz respeito a dados coletados sobre o Irã e a Coréia do Norte é parecida, de acordo com a mídia americana. A falta de compartilhamento de informações entre as variadas agências do governo americano também deve ser destacada pela comissão. 'Buraco negro' Espera-se que a comissão sugira medidas para encorajar os analistas a apresentar visões que não sigam a linha oficial. Enquanto isso, os críticos do governo George W. Bush já estão questionando o fato de que a comissão aparentemente não encontrou evidências de que o uso das informações sobre o Iraque foi manipulado por motivos políticos. As conclusões da comissão sobre o Irã e a Coréia do Norte não vão ser divulgadas ao público. Mas, segundo o jornal The New York Times, um especialista que colaborou com os trabalhos diz que o texto conclui que a Coréia do Norte é, na prática, um "buraco negro", e que no Irã a situação não é muito melhor. Os trechos que tratam dos dois países devem ser especialmente críticos do que os serviços de inteligência americanos sabem e não sabem a respeito deles. E, nos bastidores, altos funcionários destas agências têm admitido que, por mais difícil que tenha sido conseguir dados sobre o Iraque porque o país era fechado, o Irã e principalmente a Coréia do Norte o são ainda mais. |
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