|
Guggenheim expõe suas 'obras-primas' em Roma | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Fundação Guggenheim estão expondo em Roma os principais destaques da sua coleção de arte, uma das mais famosas do mundo. Antes mesmo da abertura da mostra Obras-Primas do Guggenheim – A Grande Coleção de Renoir a Warhol, na semana passada, ela já contava com mais de 40 mil ingressos vendidos. Em exposição, obras que os colecionadores de arte Solomon Guggenheim (1861-1949) e Peggy Guggenheim (1898-1979), sua sobrinha, compraram e amaram durante toda a vida e hoje pertencem aos museus Guggenheim de Nova York, Bilbao e Veneza. Lisa Dennison, curadora da mostra, afirma que o evento é único e imperdível. Visionários “A singularidade desta exposição está em contar a história da arte no último século, por intermédio das coleções de Peggy e Solomon Guggenheim, do gosto maravilhoso e até visionário deles”, diz Lisa. “É muito diferente de realizar uma mostra baseada em obras emprestasdas”. Em dois andares da Scuderie del Quirinale, na capital italiana, estão espalhadas obras famosas como Palacio Ducal, de Claude Monet, Paisagem com Neve, de Van Gogh, A Italiana, de Matisse, e Mulher de Cabelos Amarelos, de Picasso. Há muito mais para ver. Ao todo, são 83 obras de 50 artistas, como Miró, Cezanne, Renoir, Mondrian e Chagall, entre outros. Começa com o pós-impressionismo, fala do desenvolvimento da modernidade e sobre como o cubismo trouxe uma linguagem radical à arte do século 20. Passa ainda pelo expressionismo e o surrealismo abstrato americano. Segundo Walter Veltroni, prefeito de Roma, é uma exposição única. “A mostra é linda e muito importante para Roma”, afirma. “As obras dos museus Guggenheim que estão na cidade percorrem um século de expressão artística, através dos trabalhos dos artistas mais importantes. Fazem o visitante viajar por diversas partes do mundo, em vários momentos da existência artística”, disse. É uma viagem virtual que percorre a história da arte moderna, partindo do século 19, para abraçar várias correntes artísticas do século 20. Crítica Thomas Krens, diretor da Fundação Solomon Guggenheim, elogiou o esforço da capital da Itália para realizar este evento. “Roma é hoje uma das grandes protagonistas da cultura no mundo”, disse. “Mas, para manter-se nesta posição, deve ser capaz de competir e acolher grandes eventos, a exemplo do que fazem outras importantes capitais, como Nova Iorque, Paris, Londres e Madri." Numa apresentação para convidados, antes da abertura oficial da mostra, Maria Tereza Benedetti, consultora científica do Museu Vitoriano de Roma, elogiou as obras e, ao mesmo tempo, criticou a maneira como foi organizada a exposição. “É uma mostra naturalmente bela. Mas não é uma exposição que nasceu da idéia de um curador, que organiza as coisas de acordo com um tema”, afirma Maria Tereza. “A proposta é de atrair um grande público, um modo fácil e muito simples de fazer uma mostra”. Obras-Primas do Guggenheim – A Grande Coleção de Renoir a Warhol permanecerá aberta em Roma até 5 de junho. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||