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Fiesp assina acordo com entidade das indústrias dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Nacional das Indústrias Americanas (NAM, na sigla em inglês) assinam nesta quinta-feira em Washington um memorando de entendimento para facilitar a expansão do comércio e de investimentos entre os dois países. As duas entidades também vão trabalhar para que as negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) avancem de “uma maneira equilibrada” para os dois países, de acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, além de estimular a redução significativa das tarifas industriais e das barreiras não-tarifárias nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Na prática, isso significa uma maior participação do setor privado industrial nas negociações comerciais brasileiras, tarefa dos diplomatas do Itamaraty. As duas entidades industriais devem se unir também contra ameaças comuns, como a China. “A China tem hoje uma moeda superdesvalorizada artificialmente e isso cria uma concorrência desleal”, afirmou Skaf. “É uma ameaça para os produtos brasileiros e americanos.” Preferências No ano passado, o comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 33 bilhões. Skaf também se encontra em Washington com o representante de Comércio Exterior interino, Peter Allgeier, almoça com o vice-presidente para Planejamento e Administração do Bando Interamericano de Desenvolvimento (Bid), João Sayad, e se reúne com representantes do Departamento de Comércio americano. O presidente da Fiesp vai pedir ao governo americano que não cancele as preferências dadas aos produtos brasileiros dentro do Sistema Geral de Preferências, que permite a entrada de produtos brasileiros com tarifas de importação zero. O governo americano decide no dia 30 deste mês se atende ou não ao pedido da indústria americana para cancelar o benefício, que atinge hoje US$ 2 bilhões de produtos brasileiros por ano. As indústrias americanas alegam que o Brasil não cumpre leis de propriedade intelectual e que isso prejudica a indústria do país. A Fiesp vai argumentar que também é contra a pirataria e que o Brasil está se esforçando para combatê-la. “É essencial unir esforços e não relacionar esse tema com outras discussões, como aquelas relativas às exportações brasileiras no âmbito do SGP. Medidas unilateriais não contribuirão, além de causar total desconforto em nosso relacionamento”, afirmou Skaf em discurso no US-Brazil Business Council. Skaf também disse que o governo americano deveria “dar um exemplo para o mundo ao acatar a decisão da OMC relativa aos subsídios do algodão”. Alckmin Skaf integra uma comitiva liderada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que participou nesta quarta-feira de vários eventos em Washington para incentivar o investimento americano no Estado e a exportação de produtos brasileiros. Na própria quarta-feira, o governador viajou para Nova York, onde tem encontros na Bolsa de Valores, na Universidade de Columbia e na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Na sexta-feira, segue para Miami, onde participa de um seminário entre os Estados da Flórida e de São Paulo e inaugura o escritório do Centro Logístico de Exportação (Celex) para facilitar o trâmite de produtos brasileiros. Alckmin quer divulgar o Estado como o destino natural de investimentos no país, já que São Paulo responde por 41% da economia brasileira e é responsável por um terço das exportações do país. Quer conseguir também interessados nas quatro PPPs (parcerias público-privadas) que vai iniciar em abril para obras de melhorias em três rodovias do Estado e no porto de São Sebastião. “Política externa é uma tarefa do governo federal, mas o Estado pode complementar esta política”, afirmou o governador. “Queremos consolidar o Estado de São Paulo como plataforma exportadora.” |
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