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Lucas Mendes: Mandato maldito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ronald Reagan cumpriu dois mandatos e fez seu sucessor. Antes dele, é preciso voltar a 1877, com Ulysses Grant, para encontrar um presidente que tenha cumprido dois mandatos e feito o sucessor. O segundo mandato é cheio de mata-burros. Quando Richard Nixon foi reeleito com brutal maioria, disse aos assessores que ia acabar com a maldição do segundo mandato. Dezoito meses depois, renunciou, humilhado por Watergate. Ronald Reagan, reeleito, conseguiu reformar o sistema de imposto de renda e assinar um tratado de controle de armas com a União Soviética, mas caiu no mata-burro do escândalo Irã-Contra. Bill Clinton deixou os cofres cheios, mas não se livrou da mancha de Mônica Lewinsky e perdeu seu tempo lutando contra o impeachment. George W. Bush assume disposto a mudar o país e o mundo. Quer reformar a previdência e democratizar o Oriente Médio. Ele leva uma importante vantagem sobre antecessores no segundo mandato: os republicanos, partido dele, controlam a Câmara e o Senado, e Bush pode reforçar a voz conservadora no Supremo. O Iraque, os deficits fiscal e comercial, a fraqueza do dólar são alguns dos piores mata burros deste mandato. Até republicanos desconfiam dos números do presidente - tanto na previdência quanto nos deficits - e do sucesso da guerra do Iraque, mas não convém subestimar a determinação deste Bush. Ele é um dos presidentes mais amaldiçoados e bem-sucedidos na história americana e pode não só passar o poder para outro republicano como para a própria família. O que não falta é Bush na fila da Presidência. |
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