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Tsunami de colesterol | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Houston é uma campeã de mortes mas não é na cadeira elétrica nem no tiro. É no colesterol. Nos últimos cinco anos a cidade ganhou quatro vezes o troféu da Cidade Mais Gorda dos Estados Unidos. Ano passado tinha perdido o título para Detroit. Mas a capital americana do automóvel, liderada pelo prefeito, se mobilizou, suou, mexeu daqui, sacudiu de lá e este ano caiu para terceiro lugar. Agora que estamos assombrados pelas mortes do tsunami no Oceano Índico é bom lembrar que as conseqüências da obesidade matam mais que todos desastres naturais juntos, mais do que terrorismo, do que as bombas americanas e iraquianas, mais do que carros, armas, resfriados e alimentos estragados. Há sete anos a revista Mens'Fitness, usando pesquisas do respeitável CDC, Center for Disease Control de Atlanta, vem publicando a lista das 25 cidades mais gordas e doentes e as 25 mais sadias dos Estados Unidos. Houston é campeã porque 38% dos moradores estão na categoria obesa, pesando 20% acima do normal. O número de moradores que praticam esportes é dos mais baixos do país e o de restaurantes de fast food é dos mais altos. A qualidade do ar é um lixo e a audiência da televisão é uma das recordistas. A cidade mais sadia é Seattle onde 85% dos moradores fazem algum tipo de esporte todos os meses, tem fartura de calçadas e de clubes de ginástica. A qualidade do ar é acima do normal e para quem ama o alpinismo o monte Rainier fica logo ao lado. Nova York aparece em sétimo lugar na lista das menos sadias. Mas das 25 grandes cidades é a que menos consome álcool e fast food. A Filadélfia, por exemplo, tem seis vezes mais pizzarias per capita do que Nova York. Esta lista não deve ser aceita como verdade científica porque, embora os números sejam do Centro para Controle de Doenças, a interpretação é da revista. Mas os indicadores apontam na direção certa e há uma correlação indiscutível entre os mais gordos e os que passam mais tempo na frente da televisão, com freqüência, assitindo esportes. |
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