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Atualizado às: 14 de janeiro, 2005 - 22h34 GMT (20h34 Brasília)
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Troca da dívida argentina abre com adesão de 30%

Bolsa de Valores de Buenos Aires
Na Bolsa de Valores em Buenos Aires, reação foi a esperada
O primeiro dia de troca dos 152 títulos públicos da dívida argentina em moratória por outros três papéis teve índice de aceitação estimado em 30%.

Esse era o número esperado e pesou, principalmente, a ratificação, na tarde dessa sexta-feira, das Administradoras de Fundos de Pensão e de Aprosentadorias (AFJPs) da própria Argentina.

Elas representam 18,5% do total da dívida de US$ 81,8 bilhões, cujo pagamento foi suspenso em dezembro de 2001.

“O governo já iniciou a reestruturaçãoo da dívida, sabendo que teria garantidos 36% de adesão”, disse o economista Orlando Ferreres, da consultoria Ferreres e Associados. “São os fundos de pensão e de aposentadorias, além de companhias de seguro e bancos locais que já tinham confirmado a adesão à oferta oficial."

'Surpresa'

O economista e especialistas do banco Itaú na Argentina afirmaram à BBC Brasil que a operação começou com “bom clima”, pelo menos no país.

Na opinião de Eduardo Gilardorne, do Itaú, o efeito “surpresa” poderá ser os 10% de investidores que chamou de “ocultos”.

Segundo ele, só se sabe que eles estão no exterior. Mas eles não teriam sinalizado, em nenhum momento, se aceitarão ou não a redução de até 68% do valor original de seus investimentos.

No mercado financeiro, a expectativa é de que o índice de aceitação por essa troca de papéis ficará em torno dos 65%.

Sem esperança

Essa adesão pode ocorrer por vários motivos, na opinião de economistas como Daniel Artana, da Fundação de Investigações Econômicas da América Latina (Fiel).

Por exemplo, citou ele, a desistência de esperar por uma saída melhor, já que a moratória foi declarada há mais de três anos.

Além disso, como observou o advogado Rodrigo Olivares, especialista em reestruturação de dívidas, recorrer à Justiça pode demorar anos e é quase impossível embargar bens da Argentina no exterior.

Para Orlando Ferreres, ainda é cedo para avaliar o total de aceitação à essa troca de papéis.

O resultado concreto, observa ele, só será conhecido mesmo no dia 18 de março, data oficial para divulgação do balanço final.

Na sua opinião, as dúvidas surgem do exterior, principalmente da Itália, onde estão reunidos 450 mil investidores, representando 15% do total.

“São 43 dias pela frente, até o dia 25 de fevereiro, e vamos ter que acompanhar essa adesão ou não diariamente”, disse Ferreres.

Efeito emergentes

No Ministério da Economia e na Caixa de Valores (órgão responsável pela troca de papéis no país), foi informado que esse primeiro dia foi mais de consultas do que de aceitação formal.

Ontem, o secretário de Finanças da Argentina, Guillermo Nielsen, começou a explicar, em Miami, a oferta do governo.

Na segunda-feira, ele estará em Roma, onde são previstos protestos na rua da capital contra sua presença e a proposta argentina.

No dia 27, ele estará em Nova York, fechando sua turnê. Até lá, se o risco país dos emergentes, principalmente do Brasil, como destacou Jorge Vasconcellos, da consultoria Fundação Mediterrânea, continuar caindo, isso favorecerá ainda mais a oferta argentina.

“O governo não mudou sua proposta de 75% de redução no valor original dos títulos. Mas a queda do risco país no Brasil melhorou o perfil dos novos títulos e esse corte foi para entre 63% e 68%”, explicou.

Os três novos bônus do governo são: Par, Quase Par e Discount.

O primeiro tem emissão limitada e é preferencial para os pequenos investidores.

O segundo, com prazo de 42 anos, foi feito, principalmente, para os fundos de pensão e o último pode chegar a ter um desconto de 68%.

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