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Atualizado às: 12 de janeiro, 2005 - 17h38 GMT (15h38 Brasília)
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Tire suas dúvidas sobre a troca de dívida da Argentina

dólares
A dívida em moratória é de US$ 81,8 bilhões, sem contar juros
O governo argentino apresenta nesta quarta-feira sua proposta para troca da dívida de mais de US$ 80 bilhões com os credores privados.

Leia abaixo as principais questões envolvendo essa renegociação:

O que é a troca da dívida?

O governo argentino emitiu novos bônus para substituir os que não foram pagos. No total, existem mais de 150 tipos de bônus em default (moratória). Os credores deverão escolher três novas categorias de bônus até 25 de fevereiro.

Como começou a moratória?

Em 31 de dezembro de 2001, dias depois do início da crise econômica do país, o ex-presidente Adolfo Rodríguez Saa, que acabara de assumir o posto, determinou que a Argentina deixasse de pagar bônus em valor total de US$ 81,8 bilhões. O default propriamente dito começou nos primeiros dias de janeiro de 2002.

Qual o valor da dívida a ser trocada?

O total é de US$ 81,8 bilhões, mas isso não inclui os juros não pagos acumulados desde dezembro de 2001, quando começou a moratória. Se forem incluídos os juros, calculados pela taxa vigente atualmente, o total supera os US$ 100 bilhões. O restante da dívida da Argentina, de US$ 80 bilhões, está sendo paga pontualmente e não faz parte da troca.

Quem são os detentores dos bônus em moratória?

São investidores privados argentinos e estrangeiros. Não são organismos internacionais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial ou Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com quem a Argentina nunca entrou em default.

Os credores são obrigados a aceitar a troca?

Não. Eles podem optar por manter os bônus em default e recorrer à Justiça. No entanto, o governo argentino disse que não considera fazer pagamentos futuros a quem não aceitar a oferta.

O que é a oferta?

Os novos bônus representam uma perda importante em relação ao valor dos bônus originais. O percentual de perda vai variar de acordo com o nível global de aceitação da oferta do governo argentino. Se a aceitação superar 70% do principal da dívida em moratória (US$ 81,8 bilhões), o governo vai emitir bônus em valor total de US$ 41,8 bilhões. Se o nível de aceitação for inferior a 70%, a emissão se reduzirá a US$ 38,5 bilhões.

Existem incentivos para que os investidores aceitem a troca?

Se a economia argentina crescer acima de um determinado percentual, os credores receberão um rendimento extra de 5% desse crescimento adicional.

Do que depende o sucesso da troca de dívida?

Basicamente da quantidade de bônus que entrarem na troca. Segundo alguns analistas, se 70% dos bônus em default forem trocados por títulos novos, a troca será considerada um sucesso.

O que acontece se a troca não for bem sucedida?

Se o percentual de aceitação for baixo, a Argentina continua sendo considerada como um país em moratória pelos mercados de investidores internacionais. Isso, segundo a maioria dos analistas, teria sérias conseqüências para a economia do país.

Por que é importante para a Argentina sair da moratória?

Se a Argentina conseguir renegociar uma parcela significativa da dívida em atraso, terá condições de atrair novos investimentos e voltar a se endividar nos mercados financeiros internacionais. O FMI também disse que só voltará a negociar um acordo com a Argentina depois que o país sair da moratória.

A Argentina cresceu cerca de 8% no último ano, mesmo estando em moratória. Por que, então, o país não pode continuar em default?

O crescimento argentino dos últimos anos se deveu, em grande parte, à capacidade ociosa da economia que foi conseqüência da crise do final de 2001. Hoje em dia, o nível de produção das empresas é alto e o desemprego caiu. A Argentina precisa de mais investimentos para continuar a crescer. Para isso, é necessário sair da moratória.

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