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'Excentricidade' de Kirchner é alvo de artigo do NY Times | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The New York Times publicou reportagem de Larry Rohter sobre Nestor Kirchner afirmando que o comportamento "excêntrico" do presidente argentino é objeto de críticas na Argentina e no exterior. Larry Rohter é o mesmo jornalista que, em maio de 2004, escreveu um artigo que apontava uma suposta "preocupação nacional" no Brasil com o consumo de bebidas alcoólicas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, trabalhando como correspondente em Buenos Aires, Argentina, Rohter afirma em artigo publicado ontem que, quando Kirchner assumiu a presidência argentina em maio de 2003, "o seu jeito informal de governar e o desdém pelo protocolo" foram vistos como uma "renovação". Mas, agora, segundo o artigo, o "estilo K" é visto como provincialismo e excentricidade, inapropriados para um chefe de estado. Assistente O artigo do The New York Times cita como um de seus primeiros exemplos a visita do presidente da China, Hu Jintao, a Buenos Aires, no mês passado. Segundo o artigo, Kirchner enviou um assistentes de baixo escalão para receber o presidente chinês no aeroporto. E Hu Jintao iria anunciar um investimento de US$ 20 bilhões na Argentina. Uma semana depois, o artigo relata que Kirchner, relutante em ser o anfitrião de uma jantar oficial para o presidente do Vietnã, teria alegado problemas de saúde para escapar do compromisso. Mas, diz o jornal, Kirchner, no dia do jantar, teria ficado trabalhando em seu gabinete até tarde da noite. Além de falhas em termos de política internacional, o artigo do The New York Times também afirma que Kirchner é extremamente centralizador e se cercou apenas de pessoas de sua confiança para cargos mais próximos na Presidência. Rohter entrevistou Valeria Garrone, co-autora de uma biografia de Kirchner. E Garrone afirma no artigo que o presidente argentino quer controle exclusivo de cada setor do governo. "Ele não quer ouvir a opinião de seus ministros a respeito de nada que não sejam suas próprias idéias estreitas e não respeita os ministros", disse Garrone, segundo a reportagem do The New York Times. No Brasil Rohter relata o incidente em público, em que Kirchner deu dois tapas na cabeça do ministro da Defesa, José Pampuro. Porta-vozes presidenciais, mais tarde, falaram que tudo não passou de uma piada, mas a explicação teria sido recebida com ceticismo na argentina. Rohter também relata que tentou durante três semanas se reunir com um assessor direto de Kirchner, Miguel Nuñez, para tentar marcar uma entrevista com o presidente. Mas não obteve sucesso. A polêmica gerada pela reportagem que Larry Rohter fez em maio, no Brasil, a respeito das preocupações com os hábitos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou o governo brasileiro a cancelar seu visto. Entretanto, a reação à medida levou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a cancelar a suspensão do visto. Na época, Bastos afirmou que o The New York Times apresentou uma retratação pelo artigo, fato negado pelo jornal. |
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