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Cachorros comem corpos abandonados em Falluja, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A cidade de Falluja, no Iraque, virou uma "cidade fantasma" com cachorros se alimentando de corpos abandonados nas ruas, segundo uma reportagem do jornal britânico The Guardian. O texto descreve um vídeo, a ser transmitido nesta terça-feira na TV britânica, feito por um jornalista iraquiano que trabalha com a unidade de filmes do Guardian. "Falluja era uma cidade moderna. Agora não há nada. Não vi um único prédio funcionando", afirmou o jornalista Ali Fadhil, sobre a situação da cidade dois meses após a ofensiva americana. O jornal diz ainda que os insurgentes garantem que vários deles deixaram a cidade antes da entrada dos soldados americanos, que dizem ter promovido uma campanha de sucesso contra os rebeldes. Tsunami A origem dos fundos que a Alemanha prometeu aos países afetados pelo tsunami na Ásia está causando forte polêmica na imprensa do país. O jornal Süddeutsche Zeitung noticia que "começou uma briga" sobre onde o governo pretende achar os cerca de US$ 650 milhões que prometeu aos países afetados, indicando que ela poderia vir do dinheiro já destinado à ajuda internacional. Seria irresponsável se crianças de Ruanda e do Sudão morressem de fome como resultado de uma realocação de fundos, advertiu o governador do Estado da Baixa Saxônia, Christian Wulff, ao jornal. O também alemão Frankfurter Allgemeiner Zeitung diz que o governo alemão não explicou onde vai encontrar pelo menos US$ 130 milhões que entraram no pacote de ajuda às vítimas "em um orçamento que já está estourando". "Que gastos o Estado pretende cortar?", pergunta o jornal, que diz que a oposição alemã tem que começar a fazer estas perguntas sem que o governo a chame de "cruel" ou "indecente". Eleições palestinas A vitória de Mahmoud Abbas nas eleições presidenciais palestinas continua a dominar os principais jornais no mundo. O New York Times diz em editorial que há muito o que se comemorar na forma como os palestinos conseguiram realizar eleições livres e justas dando a Abbas "um mandato amplo como único líder eleito democraticamente no mundo árabe". O jornal americano observa que homens e mulheres "de Gaza a Hebron conseguiram participar de um ato democrático apesar de postos de controle israelenses e tiroteio entre o Hezbollah e soldados israelenses". "Agora espera-se que os palestinos consigam transformar essa energia cívica em esforços pragmáticos para negociar a paz com Israel", diz o editorial. O jornal Tribuna, da Rússia, afirma que Moscou "como as principais capitais européias, espera que a vitória de Abbas leve a uma redução no nível de violência entre israelenses e palestinos". Mas entre os principais problemas de Abbas, além do controle de grupos militantes radicais, está a situação interna nos territórios ocupados. O Financial Times, da Grã-Bretanha, diz que "os palestinos esperam o fim do nepotismo, corrupção e incompetência política" que, diz o jornal, "prevaleceu durante o regime de Arafat". O diário britânico afirma ainda que o desempenho do candidato que obteve a segunda maior votação sugere que a Fatah, que domina o governo, e que foi herdada de Arafat, "deve aprender a temer e respeitar os componentes modernos e seculares de sua sociedade, assim como teme os militantes radicais do Hamas". Mustafa Barghouti, um ativista pelos direitos humanos conseguiu, sem o apoio da máquina de governo, 20% dos votos, lembra o Financial Times. |
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