|
Caso Pinochet mostra 'saúde' da democracia chilena, diz 'La Nación' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal La Nación, do Chile, diz em editorial que a decisão da Suprema Corte do país de garantir a seqüência do processo contra o ex-presidente Augusto Pinochet “revela a boa saúde e o fortalecimento” da democracia chilena. “As instituições mostram uma solidez muito grande”, comemora o jornal, para o qual “no Chile, as leis são iguais para todos, incluindo para o ex-ditador”. Já o argentino Página 12 afirma que “desta vez, o assassino milionário não pôde se esconder atrás de sua doença imaginária”. Em outro jornal chileno, o El Mercúrio, o colunista Hermógenes Pérez de Arce afirma que o juiz que deu início ao atual caso contra Pinochet, Juan Guzmán, declarou-se recentemente engajado com a causa de quem quer condenar o ex-presidente. Arce também diz que mesmo a direita do país agora parece estar virando as costas para Pinochet, mas isso não está lhe ajudando em nada politicamente. O novo ministro e a tortura Dois dos mais influentes jornais americanos concentram suas atenções nesta quarta-feira na participação do eventual novo ministro da Justiça do país, Alberto González, na elaboração de regras que teriam incentivado o uso de tortura contra prisioneiros das Forças Armadas dos Estados Unidos. O The New York Times afirma que González “interveio diretamente” junto a advogados do Departamento de Justiça para que fosse elaborada uma opinião legal sobre até onde o presidente poderia autorizar o uso de “práticas de interrogação extrema em nome da segurança nacional”. Segundo o jornal, o pedido de González acabou gerando o muito polêmico memorando que “adotou uma definição bem estreita de tortura e definiu que George W. Bush poderia driblar proibições nacionais e internacionais” sobre a prática. Já o Washington Post diz em sua manchete que González “ajudou a definir a política em relação aos prisioneiros” americanos, mas ressalva que há quem diga que o eventual ministro da Justiça, enquanto assessor de Bush, teve menos influência neste processo todo do que os assessores legais do vice-presidente Dick Cheney. Tsunami O diário sueco Sydvenska Dagbladet elogia a onda de solidariedade às vítimas do maremoto na Ásia, mas alerta que a comunidade internacional não pode parar de ajudar os países afetados pela tragédia. “O desastre vai afetar as vidas de milhões de pessoas muito depois que as atenções da mídia tiverem se dirigido para outro lugar”, diz o jornal. Já o Berliner Zeitung, da Alemanha, questiona as reações geradas dentro dos próprios países atingidos, como a Tailândia e a Indonésia. “Não se lê nada sobre quanto os bilionários destes países estão doando”, reclama o jornal alemão. Já o jornal árabe baseado em Londres Al-Quds Al-Arabi critica os países árabes, que não estariam ajudando as vítimas dos tsunamis do Oceano Índico como deveriam. “Estamos acrescentando um novo fracasso ao nosso recorde de fracassos relacionados aos direitos humanos”, diz o jornal. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||