|
Abbas não será diferente de Arafat, diz mídia israelense | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais jornais israelenses trouxeram análises sobre as eleições palestinas indicando que Mahmoud Abbas não será muito diferente de seu antecessor, Yasser Arafat. O jornal Haaretz ressalta que Abbas foi aceito como novo líder palestino apesar de não ter o mesmo carisma e popularidade de Arafat. Mas o jornal alerta que, apesar de ele ter um comportamento aparentemente diferente do de Arafat, suas exigências com relação a Israel não devem mudar. O Jerusalém Post também diz que a vitória de Abbas precisa ser vista "com cautela" devido às posições contraditórias do ex-primeiro-ministro da Autoridade Palestina. Para o jornal, "não será uma surpresa se Abbas seguir os passos de Arafat, que às vezes dizia ser contra a violência, mas nunca fez nada para acabar com ela e sempre dizia que não tinha forças para pôr fim aos ataques sem apoio internacional". Segundo o Jerusalém Post, a comunidade internacional precisa repensar o apoio financeiro dado à liderança palestina e atrelar essa ajuda a reformas democráticas e ao fim da violência. Em editorial, o jornal saudita Al-Jazirah diz que as eleições palestinas aconteceram "de maneira democrática e civilizada e mostraram ao mundo todo que os palestinos cumpriram com o seu dever". "Agora o mundo precisa cumprir com a promessa de criar um Estado palestino", diz o diário. O jornal Al-Khalij, dos Emirados Árabes Unidos, diz em editorial que o novo presidente palestino sofrerá pressão dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e dos países árabes, mas que ele deve agir "de acordo com a vontade dos palestinos', que foram quem o elegeram. Iraque O jornal britânico The Guardian e a revista americana Newsweek dizem que os Estados Unidos estão considerando usar um esquadrão de elite para lutar contra os líderes da insurgência iraquiana. O Pentágono estaria desenvolvendo uma proposta de mandar forças especiais americanas para dar apoio e treinar esquadrões iraquianos escolhidos a dedo, com o objetivo de combater rebeldes sunitas. A operação teria sido chamada de "opção Salvador", em referência à estratégia adotada secretamente pelo governo de Ronald Reagan para combater a guerrilha em El Salvador no começo dos anos 80. O plano seria um sinal da frustração dos americanos com a violência contínua no país. O primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, teria apoiado a proposta. Blair e Brown A rivalidade entre o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o ministro da Fazenda do país, Gordon Brown, recebeu destaque em todos os jornais britânicos. Segundo o Daily Telegraph, a iniciativa de Brown de dar uma entrevista à BBC no domingo foi um sinal de que ele percebeu que foi longe demais ao apoiar a publicação de um livro sobre a disputa sobre quem deve assumir o cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Mas o Financial Times diz que Brown continua irritado por acreditar que Blair vai voltar atrás com relação à promessa de que não concorreria ao cargo de primeiro-ministro nas eleições deste ano. Blair e Brown tentaram abafar o caso dizendo que estão trabalhando juntos no desafio de governar o país e que as fofocas não atrapalharão. Mas analistas dizem que os acontecimentos recentes, como a publicação do livro, só acentuam a rivalidade entre os dois. Economia O jornal americano The New York Times traz a notícia de que o magnata Rupert Murdoch deve anunciar nesta segunda-feira nos Estados Unidos que ele vai comprar todas as ações da Fox por cerca de US$ 7 bilhões. O objetivo da compra seria consolidar o seu império de comunicação nos Estados Unidos e fazer com que a empresa de Murdoch, a News Corporation, "seja um poder de mídia ainda mais formidável no país". O jornal destaca que a transação também coloca Murdoch em uma melhor posição para negociar futuros negócios na Fox. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||